O parlamento aprovou esta terça-feira, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo PSD pela morte do ator Luís Alberto, no qual se considera que deixou um legado indiscutível nas artes do espetáculo em Portugal.

No voto dos sociais-democratas, refere-se que Luís Alberto estudou no Conservatório Nacional e estreou-se em 1962 na peça O Morgado de Fafe.

“A sua trajetória no teatro incluiu títulos inesquecíveis como Desperta e Canta, Todos Eram Meus Filhos, O Tempo e a Ira, O Render dos Heróis e muitas outras. Luís Alberto foi um dos fundadores, em 1975, do Teatro da Proposta e fez parte de várias companhias de renome, incluindo o Teatro Estúdio de Lisboa, os Bonecreiros e o Teatro Aberto”, refere-se no texto.

O PSD recorda também que, no cinema, a carreira de Luís Alberto “incluiu filmes como Dom Roberto (1962), As Ruínas no Interior (1976), A Santa Aliança (1978), A Fuga (1978), Verde por Fora, Vermelho por Dentro (1980), Longe da Vista (1998) e A Bomba (2002)”.

“A sua versatilidade e entrega à arte fizeram dele uma das figuras mais respeitadas da cena cultural portuguesa. A sua partida representa uma grande perda para o mundo da cultura. No entanto, o seu legado continuará a viver nas recordações de todos que o admiraram e acompanharam ao longo de uma vida dedicada à arte”, acrescenta-se.