Os ministérios da Administração Interna de Portugal e do Interior de Moçambique assinaram esta terça-feira, em Lisboa, um protocolo que renova a parceria para desenvolver o “Programa de Cooperação Técnico-Policial e Proteção Civil para o biénio 2025-2026”.

A ministra da Administração Interna de Portugal, Maria Lúcia Amaral, declarou, durante a cerimónia de assinatura do protocolo, no respetivo ministério, que o momento tinha um “enorme significado” porque reforça o simbolismo e a importância que atribuem às “relações entre dois povos irmãos” e agradeceu ao ministro do Interior de Moçambique, Paulo Chachine, por ter aceitado o convite.

“A assinatura, há poucos instantes, do ‘Protocolo de Parceria para a Implementação do Programa de Cooperação Técnico-Policial e Proteção Civil para o Biénio 2025-2026’ é um testemunho claro do dinamismo e da vitalidade desta relação”, frisou a ministra.

Para Maria Lúcia Amaral, o acordo reafirma que Moçambique é uma prioridade na política externa portuguesa, “particularmente no domínio da Administração Interna”.

A ministra referiu ainda que este protocolo, uma renovação dos que têm sido assinados entre as duas nações ao longo dos anos, “contempla ações de formação e capacitação em áreas estratégicas, prevendo um conjunto alargado de atividades no domínio da segurança interna, incluindo a atribuição de bolsas de estudo para a formação técnico-policial”, sustentado por “equipas técnicas, graças à forças de segurança portuguesas”.

O ministro do Interior de Moçambique frisou que existe vontade em continuar a cooperar e a realizar trabalho juntos.

Segundo o ministro, além da assinatura do protocolo — que tem quatro ações concretas — analisaram esta terça-feira, durante uma reunião que antecedeu à assinatura do mesmo, o processo de cooperação entre os dois ministérios e “exploraram novas áreas”.

Questionado sobre como irão decorrer as ações de formação, Chachine respondeu que algumas serão feitas em Portugal e outras com formadores portugueses em Moçambique.

“Portanto, tudo pode acontecer, depende daquilo que estiver planificado e depende daquilo que for acordado e depende daquilo que for considerado o mais prático naquele momento”, declarou o ministro à Lusa.