O candidato da coligação Pela Guarda – Nós, Cidadãos!/PPM quer alcançar a maioria absoluta nas eleições do dia 12 para acabar com as “forças de bloqueio” no executivo municipal e a Guarda “entrar na senda do desenvolvimento”.
“É para isso que estamos a trabalhar, para acabar, de uma vez por todas, com as forças de bloqueio e com os chumbos constantes que temos sofrido ao longo destes quatro anos para que a Guarda possa rapidamente entrar mais ainda naquilo que é a senda do desenvolvimento”, disse Sérgio Costa à agência Lusa.
O atual presidente do município, que concorre a um segundo mandato, participou numa sessão de esclarecimento na pequena aldeia da Corujeira, da União de Freguesias de Corujeira e Trinta, cujo autarca, eleito pelo PSD, atingiu o limite de mandatos e não pode recandidatar-se.
“Nós não baixamos os braços, não baixamos a guarda e estamos a trabalhar para podermos ter uma maioria absoluta na Câmara Municipal no dia 12. É isso que pedimos, humildemente, aos guardenses, para que possamos governar com estabilidade e implementar todo o nosso programa na sua plenitude”.
Sérgio Costa adiantou que as pessoas “estão cansadas destas forças de bloqueio”.
Se for reeleito, a primeira medida que Sérgio Costa vai tomar é adjudicar a Alameda da Ti’Jaquina para ligar a VICEG (Via de Cintura Externa da Guarda) ao centro da cidade.
“Será assim que tomar posse, se Deus quiser, porque é uma obra muito emblemática para a cidade da Guarda e que as pessoas ambicionam há mais de 30 anos”.
O candidato remeteu mais propostas e projetos para o seu programa eleitoral, tendo realçado que, na área da economia, vai avançar com apoios às empresas instaladas ou que pretendam ir para a Guarda.
“É uma panóplia de coisas que estão no nosso programa e que, certamente, as pessoas, do alto da sua consciência e no recato, vão saber bem entender para que possam dar, no dia 12, esse benefício da dúvida para que possamos continuar a trabalhar e com maioria absoluta”.
Quanto à campanha, Sérgio Costa lembrou que está no terreno “há cerca de mês e meio” e que a recetividade das pessoas é “francamente positiva”.
O candidato considerou ainda que a campanha eleitoral tem sido “um vazio de ideias completo por parte da oposição”.
“Estão a querer refugiar-se nesse falar mal para deitar abaixo as nossas propostas, não vale a pena, eu não falo mal das propostas de cada um, até porque algumas delas podem ter o seu valor no futuro”, assumiu.
Há quatro anos, as autárquicas foram ganhas pelo movimento independente Pela Guarda, liderado por Sérgio Costa —, que se recandidata com a coligação Pela Guarda — Nós, Cidadãos!/PPM —, com 36,2% dos votos e elegeu três vereadores.
O PSD, que perdeu a Câmara a que presidia desde 2013, obteve 33,6% e também elegeu três vereadores.
O PS elegeu apenas um vereador com 17,9% dos votos, naquele que foi o seu o pior resultado de sempre em eleições autárquicas na Guarda.
O Chega e o CDS-PP obtiveram 2,6% dos votos, enquanto o Bloco de Esquerda conseguiu 1,6% e a CDU não foi além dos 1,3%.