A cabeça de lista do Partido Liberal Social (PLS) à Câmara de Vila Nova de Gaia, Catarina Costa, quer incentivar a habitação intergeracional e partilhada, um projeto que beneficiaria “quem quer receber e quem quer ser recebido”.

“Um dois em um, um ‘match’ entre quem quer receber e quem quer ser recebido que acredito que beneficiaria Gaia, mas também o Porto. No fundo trata-se de uma plataforma onde todos os gaienses interessados e mesmo os que chegam de fora de fora de Gaia poderiam encontrar alternativas e oferta de habitação partilhada. Os mais seniores, por exemplo, podem ser os mais beneficiados”, explicou a candidata.

Esta proposta é uma das que constam do capítulo “apostar no aumento da oferta de habitação” do programa eleitoral do PLS para Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, a par de outras como a procura de alternativas para arrendamento seguro para os proprietários, parcerias com cooperativas e associações locais, regulamentação da oferta turística, simplificação de processos de licenciamento, bem como lançamento e exploração de projetos-piloto e de novos modelos de construção.

Ainda em matéria de construção e de equipamentos públicos, a candidata do PLS diz querer “promover uma listagem de propriedades da Câmara, que não que não se destinem a habitação, para orientar esses edifícios para associações e instituições particulares de solidariedade social que façam a diferença na comunidade”.

Outra das grandes bandeiras do PLS para Gaia “é a luta pela descentralização com uma visão municipalista”, tema que Catarina Costa disse considerar “fundamental para o futuro de Portugal, porque só com verbas e com poderes próximos dos cidadãos e das autarquias é que se consegue decidir e ter um real poder na decisão”.

“Sabemos que, em Portugal, apenas 15% é destinado às verbas dos poderes locais, no fundo às autarquias. E sabemos que a média da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] é 36% e que existem países na Europa que acabam por ter 40, 50, 60% das verbas alocadas ao poder local. Defendemos a descentralização e alocação de verbas às autarquias para lhes dar mais liberdade e autonomia de decisão nas coisas que realmente impactam diretamente o município”, descreveu.

A cabeça de lista do PLS também acrescentou como grande prioridade para Gaia a revisão do Plano Diretor Municipal porque, disse, “há muitas decisões que estão pendentes por causa disso, inclusive decisões relativas à proteção da natureza e da biodiversidade, e sobre a utilização de solos”.

Na corrida à Câmara de Vila Nova de Gaia estão as candidaturas de André Araújo (CDU — coligação PCP/PEV), João Paulo Correia (PS), Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), Daniel Gaio (Volt), João Martins (BE/Livre), Rui Sequeira (ADN), António Barbosa (Chega) e Catarina Costa (Partido Liberal Social).

O executivo municipal é composto por 11 eleitos, tendo o PS nove e o PSD dois.

As eleições autárquicas realizam-se em 12 de outubro.