O cabeça de lista da CDU à Câmara de Braga, João Baptista, defendeu esta sexta-feira a deslocalização da central de camionagem da cidade para um terreno adjacente à estação de caminhos de ferro.
Em declarações à Lusa no âmbito da campanha eleitoral para as autárquicas de 12 de outubro, João Baptista acrescentou que, no espaço atualmente ocupado pela central de camionagem, deveria ser construída habitação pública, com rendas a custos controlados.
A CDU entende que a cidade e os bracarenses só têm a ganhar com a relocalização da estação de camionagem, desde logo pelo alívio que isso significaria para o nó de Infias”, referiu.
O candidato comunista afirmou que “faz todo o sentido” ter as estações rodoviária e ferroviária no mesmo local, numa lógica de complementaridade. “É uma lógica intermodal, que já existe em Campanhã, no Porto, e na Gare do Oriente, em Lisboa, e que pode perfeitamente ser implementada em Braga”, referiu.
Sugeriu a instalação de um passadiço, para os passageiros poderem passar, “com segurança e comodidade”, de uma estação para a outra.
João Baptista lembrou ainda que a futura estação de Braga do comboio de alta velocidade (TGV) está prevista para a zona de Semelhe/Gondizalves, o que irá criar “uma nova centralidade” a norte do concelho.
Nesse sentido, a CDU defende ainda um “transbordo” entre as estações de caminhos de ferro e de camionagem e a do TGV, que poderia ser feito ou por BRT ou pelos autocarros dos Transportes Urbanos de Braga.
Em relação à implementação do BRT na cidade, João Baptista sublinhou que a CDU “nunca foi contra” essa solução, embora não a considere a melhor.”Tudo o que vier para ajudar a resolver os problemas de mobilidade é bem-vindo. Não vejo que o BRT seja um cataclismo, mas considero que pode ser uma solução intermédia que abra caminho para o metro ligeiro”, referiu.
O executivo municipal de Braga é atualmente constituído por seis eleitos da coligação Juntos por Braga (PSD/CDS-PP/PPM), quatro do PS e um da CDU.
Concorrem à liderança da Câmara de Braga João Rodrigues (coligação Juntos por Braga – PSD/CDS-PP/PPM), António Braga (coligação Somos Braga – PS/PAN), Filipe Aguiar (Chega), Rui Rocha (IL), Ricardo Silva (movimento independente Amar e Servir Braga), João Baptista (CDU, coligação que junta PCP e Os Verdes), António Lima (Bloco de Esquerda), Carlos Fragoso (Livre), Francisco Pimentel Torres (ADN) e Hugo Varanda (MPT).