O cabeça de lista do Volt à Câmara do Porto, Guilherme Alexandre Jorge, defendeu esta sexta-feira que a autarquia deve aproximar a sua população de oportunidades no seio da União Europeia, de programas Erasmus a formações especializadas.
“[Traz] vantagens não só para jovens como funcionários de organizações não-governamentais, da Câmara e das juntas de freguesia, e ainda para empresários. Todos podem beneficiar de cursos, mas não é algo em que os municípios invistam, em enviar um funcionário para uma formação gratuita, que o vai tornar num cidadão europeu mais completo, ajudando-o a fazer melhor o seu trabalho”, lamentou Guilherme Alexandre Jorge, em declarações à Lusa.
O candidato notou o papel do executivo em providenciar “informação e ter proatividade em promover e permitir aos trabalhadores” que acedam a formações e programas disponibilizados no seio da União Europeia, mas também difundir e “aproximar” os munícipes dessas iniciativas.
“Existe o Erasmus+ para empreendedores, e podemos ter projetos de uma ‘startup’ no Porto, ou [de quem] tem uma ideia para começar uma. Podem beneficiar de um Erasmus em que contactam com especialistas que podem ajudar a alavancar a ideia, mesmo sem financiamento, colocam-nos numa rota de sucesso”, notou.
Para termo de comparação, frisou, “outros municípios, como Braga, Cascais ou Chaves”, têm tido essa atitude de aproximação à Europa, “difundindo as oportunidades pela população, resultando em associações a promover Erasmus e a usar fundos europeus para atividades boas para as cidades”.
Nesse campo, um programa que gostaria de promover é o Erasmus Mundus, direcionado a estudantes de mestrado que podem passar por várias cidades europeias, defendendo este como uma possível porta de entrada para mão de obra especializada na cidade.
O Volt, de cariz europeísta assumido, gostaria ainda de ter, no Porto, “mais bandeiras da União Europeia espalhadas pela cidade”, a começar pela “câmara e edifícios municipais”, para incutir esse mesmo espírito nos cidadãos.
No campo dos estudantes, e como “grande parte da população estudantil do Porto nem sequer vive na cidade”, defende que se criem, na cidade, “bons espaços para as pessoas, por toda a cidade, aliviando zonas pressionadas”.
“Não só criar residências estudantis, mas também zonas em que possam estudar, sem sobrelotar cafés e bibliotecas. Já temos o Polo Zero, mas é preciso mais. Outras propostas são transversais a toda a população: mais espaços verdes de qualidade, mais transportes”, acrescentou.
Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU – coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro – coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto – independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).
O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.
As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.