O candidato do Chega à presidência da Câmara da Guarda nas eleições de domingo quer transformar a cidade num polo turístico de nível europeu, com base no seu ar puro, para fomentar o desenvolvimento do concelho.

“O primeiro passo é promover internacionalmente a marca e, para isso, gostaríamos de contar com o melhor do mundo na divulgação. Já fiz esse apelo para o Ronaldo nos ajudar pro bono [de forma voluntária e sem remuneração]. De alguma forma havemos de chegar à pessoa para conseguirmos concretizar esse desígnio”, garantiu esta terça-feira Luís Soares à agência Lusa.

Ao final da tarde desta terça-feira, na cidade, o cabeça de lista do Chega disse que, “a partir do momento em que se tenha a marca, (…) o produto vai ser mais rentável. Iremos ser tão importantes, em termos turísticos, como as marcas Algarve, Lisboa ou Porto”.

“À volta disso, acontecerá uma série de atividades complementares. Iremos promover tudo o que temos de melhor, que é o nosso património histórico, cultural, ambiental e gastronómico”.

Segundo o candidato, o tema do ar puro “tem dado aí umas voltas”.”Ao ponto de me enviarem um link que fala do ar que é vendido em garrafa, a 94 dólares cada, na Suíça”.

Luís Soares realçou que não faltam argumentos para atrair visitantes ao concelho, “no mínimo, durante uma semana”, exemplificando com os Passadiços do Mondego, as Aldeias Históricas na vizinhança, entre outros. “O ar puro é uma das grandes apostas para diferenciar a Guarda relativamente ao resto do território, tal como a universidade”, defendeu.

A concorrer pela primeira vez à Câmara da Guarda, o candidato do Chega disse ter “seis ideias, seis projetos, seis concretizações” e que “o tempo da concretização chegará” se for eleito presidente.

Outra proposta “diferenciadora” será a construção de um centro de estágios de altitude, “aproveitando esta conexão com o ar puro, tudo isso vai transformar o nosso território num mix de luxo”, disse.

O líder do partido vai estar de passagem pelo distrito na quarta-feira, mas, de acordo com a agenda de André Ventura, não deverá passar pela Guarda, o que o cabeça de lista lamenta.

“Ainda tenho a esperança de que nos queira visitar e tomar nota que temos um projeto diferenciador para o nosso território e o objetivo de inverter este processo de declínio progressivo a que a Guarda tem assistido nestes 50 anos”.

Luís Soares espera contribuir para “inverter esta curva” com projetos como a ampliação do Parque Urbano do Rio Diz, a construção do pavilhão multiusos e do centro de estágios de altitude, bem como a conclusão da terceira fase da VICEG.

Projetos nos quais, pelas suas contas, estima gastar 65 milhões de euros. “São três obras que darão outra dinâmica à cidade, tudo isto condimentado com o nosso ar puro e a melhor universidade do país. Conto inscrever o sexto F — de Futuro — da Guarda”.

Há quatro anos, as autárquicas foram ganhas pelo movimento independente Pela Guarda, liderado por Sérgio Costa –, que se recandidata com a coligação Pela Guarda — Nós, Cidadãos!/PPM –, com 36,2% dos votos e elegeu três vereadores.

O PSD, que perdeu a Câmara a que presidia desde 2013, obteve 33,6% e também elegeu três vereadores.

O PS elegeu um vereador com 17,9% dos votos, naquele que foi o seu o pior resultado de sempre em eleições autárquicas na Guarda.

O Chega e o CDS-PP obtiveram 2,6% dos votos, enquanto o Bloco de Esquerda conseguiu 1,6% e a CDU não foi além dos 1,3%.