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Equipas da ONU prontas para entrar em Gaza e levar ajuda

Este artigo tem mais de 1 ano

ONU prepara entrada de camiões com alimentos após meses de restrições que causaram 400 mortes por fome em Gaza após acordo entre o Hamas e Israel mediado por Trump.

epa12316194 Tom Fletcher, UN Under-Secretary-General for Humanitarian Affairs and Emergency Relief Coordinator, briefs the media about the humanitarian crisis in the Gaza Strip during a press conference at the European headquarters of the United Nations (UNOG) in Geneva, Switzerland, 22 August 2025.  EPA/SALVATORE DI NOLFI
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▲Segundo a OMS, o bloqueio de ajuda humanitária provocou pelo menos 400 mortes, incluindo 80 crianças com menos de cinco anos

SALVATORE DI NOLFI/EPA

▲Segundo a OMS, o bloqueio de ajuda humanitária provocou pelo menos 400 mortes, incluindo 80 crianças com menos de cinco anos

SALVATORE DI NOLFI/EPA

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O coordenador humanitário da ONU, Tom Fletcher, revelou esta quinta-feira que as equipas das Nações Unidas estão “totalmente mobilizadas” para que os seus camiões possam entrar em Gaza e entregar alimentos e outros bens básicos.

A declaração de Fletcher, divulgada numa mensagem na sua conta oficial na rede social X, surge após o anúncio do acordo entre Israel e o Hamas sobre o plano de paz para a Faixa de Gaza proposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Esta é uma grande notícia. Vamos retirar os reféns e enviar a ajuda alimentar rapidamente”, acrescentou Fletcher.

O coordenador humanitário indicou que as Nações Unidas informarão regularmente sobre o progresso do fluxo de ajuda para Gaza, mas sublinhou que necessitam de garantias para poderem aceder à Faixa de Gaza em segurança.

Israel bloqueou quase por completo a entrada de ajuda humanitária em Gaza desde março, contribuindo para uma fome que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), provocou pelo menos 400 mortes, incluindo 80 crianças com menos de cinco anos.

O Presidente norte-americano anunciou esta quinta-feira de madrugada, numa publicação na rede social Truth Social, que a primeira fase do seu plano de paz para a Faixa de Gaza foi aceite pelo Hamas, que libertará os restantes reféns, e por Israel, que retirará as suas forças para uma zona demarcada.

“TODOS os reféns serão libertados em breve e Israel retirará as suas tropas para uma linha acordada, como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e eterna”, escreveu Trump.

Depois deste anúncio, o Hamas revelou que tinha sido alcançado um “acordo para pôr fim à guerra em Gaza”, sublinhando que permite a entrada de ajuda humanitária, implementa uma “troca de prisioneiros” e garante a saída das forças israelitas.

O acordo, referente à primeira fase do plano e anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, vai envolver um cessar-fogo e a libertação dos 48 reféns em Gaza, 20 dos quais estarão vivos, o que, segundo Trump, vai ocorrer na segunda-feira.

Entretanto, o Governo israelita vai reunir-se esta quinta-feira às 17h00 (15h00 em Lisboa) para aprovar o plano de paz para Gaza.

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