A administração da Carris não vai ser reconduzida no novo mandato de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa, avançou a SIC Notícias, citando fonte próxima do gabinete do autarca. Segundo a fonte contactada pela televisão, a empresa teve um “conjunto de falhas técnicas” que a autarquia considera serem “bastante graves“.

Estas falhas, lê-se, “foram detetadas ao longo de vários anos” em “processos que envolvem, essencialmente, as duas últimas administrações“. A decisão surge também no rescaldo do relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) sobre o acidente do Elevador da Glória, que deixou fortes críticas à empresa e indicou que os cabos usados pelo funicular não estavam certificados para transporte de pessoas.

O mandato do atual presidente Pedro Bogas tinha começado em maio de 2022 e acabava no final deste ano, já que o seu término coincide com o dos titulares dos órgãos autárquicos da autarquia. Segundo a CNN Portugal, no dia do incidente do elevador, Bogas tinha posto à disposição o seu lugar à frente da empresa municipal. Porém, Moedas rejeitou o pedido.

Entretanto, a Carris assumiu que a empresa contratada para a manutenção MNTC não terá cumprido o contrato, que desconhecia que o cabo não era adequado para ser usado no funicular da Glória e responsabilizou a administração antecedente, liderada por Tiago Lopes Farias. Terá sido durante esse mandato que decorreu o processo de contratação pública para a compra dos cabos, tendo o processo da instalação terminado já durante a administração Bogas, em dezembro de 2022.

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