A Polícia Judiciária identificou o filho de 14 anos da vereadora da Câmara Municipal de Vagos Susana Gravato por “fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado” que levou à morte da mulher de 49 anos depois de ter sido “atingida por um disparo de arma de fogo” em casa. Ao final da noite, a CNN revelou que o Tribunal de Família de Menores de Aveiro decretou o internamento em centro educativo em regime fechado do adolescente, por um período de três meses. A medida será reavaliada e pode ter a duração máxima de seis meses.
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Em comunicado, a PJ diz esta quarta-feira que foi possível “identificar e recolher vários indícios de prova e recuperar a arma de fogo utilizada, que pertence ao pai do menor”.
A vereadora da Câmara Municipal de Vagos Susana Gravato morreu esta terça-feira, aos 49 anos de idade. Segundo o Correio da Manhã, foi encontrada pelo marido ensanguentada, deitada no sofá e tapada por um cobertor. Estaria em paragem cardiorrespiratória, um cenário que o marido tentou reverter.
O comandante dos Bombeiros de Vagos, José Santos, afirmou que o alerta, via 112, foi dado às 15h08. “À nossa chegada, deparamo-nos com o marido da vítima em manobras [de reanimação] e continuamos até à chegada da viatura médica, que declarou o óbito no local“, disse o comandante.
A morte foi também confirmada pelo presidente da Câmara, João Paulo Sousa. “Estamos em choque e consternados”, disse o autarca à Lusa. Segundo João Paulo Sousa, não são do seu conhecimento as circunstâncias da morte. O Correio da Manhã avança ainda que Susana Gravato estava ao telefone com uma amiga quando deixou de responder. Ao não conseguir voltar a falar com Gravato, a mulher contactou o marido da vítima, que se deslocou de imediato para a casa de ambos.
O caso foi entregue à Polícia Judiciária (PJ), afirmou à agência Lusa o Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Aveiro, que se escusou a dar mais informações. A Lusa tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos junto da PJ de Aveiro.
Susana Gravato, natural de Ílhavo, vivia na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos, desde os seis anos de idade, de acordo com a nota curricular disponibilizada no site do município.
Licenciada em direito, Susana Gravato exerceu advocacia e era militante do PSD desde 1994.
Em 2009, foi eleita deputada municipal pelo movimento Vagos Primeiro, e, atualmente, exercia as funções de vereadora no executivo cessante (PSD), com os pelouros de ambiente, justiça, administração geral, coesão social e saúde, entre outros.
A Câmara de Vagos decretou três dias de luto municipal em memória e reconhecimento público da vereadora.
[Notícia atualizada às 10h20 de dia 22 de outubro após informação da detenção de suspeito]
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