O Ministério da Defesa da Lituânia acusou esta quinta-feira Moscovo de violação do espaço aéreo do país, na fronteira com a Rússia e a Bielorrússia, num incidente que levou à ativação de dois caças espanhóis Eurofighter.
“As nossas forças agiram rapidamente com caças da NATO”, escreveu o Ministério na na rede social X, acrescentando que “a Lituânia continua forte e preparada” para defender “cada centímetro” do país.
Today, Russian military aircraft briefly entered Lithuanian airspace. Our forces acted quickly with NATO jets on patrol. Lithuania remains strong and ready. Every inch of our country is protected.
— Lithuanian MOD ???????? (@Lithuanian_MoD) October 23, 2025
As Forças Armadas lituanas detalharam, em comunicado, que duas aeronaves russas entraram no espaço aéreo lituano a partir do enclave de Kaliningrado, localizado no oeste do país báltico, cerca das 18h00 (16h00 em Lisboa).
As aeronaves identificadas foram um caça SU-30 e um avião de reabastecimento IL-78 que possivelmente realizavam manobras no enclave russo de Kaliningrado, situado a oeste da Lituânia, acrescentaram os militares lituanos.
Os dois aparelhos entraram no espaço aéreo lituano cerca de 700 metros durante 18 segundos, referiu o mesmo comunicado.
Em resposta ao incidente, dois caças espanhóis Eurofighter, que integram a missão de policiamento aéreo da NATO, levantaram voo e ficaram a patrulhar o local.
O Presidente lituano, Gitanas Nauseda, condenou uma “flagrante violação do direito internacional e da integridade territorial da Lituânia“, e apelou para uma resposta dos parceiros europeus.
“Mais uma vez, [o incidente] confirma a importância de reforçar a preparação da defesa aérea europeia“, sustentou Nauseda, anunciando que a diplomacia de Vilnius vai convocar o embaixador russo para protestar contra um “comportamento imprudente e perigoso”.
Este caso surgiu no dia em que a UE anunciou a aprovação do 19.º pacote de sanções contra a Rússia, logo depois dos Estados Unidos terem divulgado restrições dirigidas às duas maiores petrolíferas russas.
As sanções de Washington contra as petrolíferas Rosneft e Lukoil foram justificadas com “a recusa de [o Presidente russo, Vladimir] Putin em parar a guerra insensata”, numa referência à invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
Também nesta semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, adiou um encontro que estava previsto para decorrer em Budapeste com o homólogo do Kremlin, para discutir o conflito na Ucrânia.
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