Milão decidiu interditar por um ano a entrada do presidente da Associação Palestiniana em Itália, Mohammad Hannoun, por “incitação à violência”. O homem recebeu este sábado uma ordem de expulsão da segunda maior cidade italiana, no momento da chegada ao aeroporto milanês de Linate vindo de Roma para participar numa manifestação pró-Palestina.

Citado pelo canal estatal italiano RAI, Mohammad Hannoun relatou que, assim que saiu do avião, os polícias identificaram-no e levaram-no para uma sala no aeroporto para lhe entregarem duas notificações — uma deles em que constava a “expulsão da cidade por um ano” e outra em que se lia uma queixa por “incitação à violência”.

O presidente da associação considerou um “ato de agressão” e atirou contra o governo liderado pela primeira-ministra Giorgia Meloni: “É diretamente cúmplice do genocídio em Gaza, fornecendo armas para dizimar os habitantes de Gaza”. O homem regressou depois a Génova, onde vive com o filho.

A medida foi tomada pela Polícia Municipal de Milão. De acordo com as autoridades milanesas, durante uma manifestação em 18 de outubro na cidade, o homem fez declarações que “incitavam à violência”. “Poderiam ter gerado reações incontroláveis, colocando em risco a segurança pública”, argumenta ainda a polícia, que recordou que Mohammad Hannoun já esteve em envolvido outros incidentes no passado.

O presidente da associação palestiniana disse, na manifestação a 18 de outubro, que “quem mata deve ser morto” e que não vale a pena “chorar” por “criminosos”. Mohammad Hannoun já tinha sido expulso da cidade de Milão durante seis meses, em novembro de 2024, por ter incitado à violência contra os adeptos da equipa israelita Maccabi Tel Aviv.