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O julgamento dos quatro portugueses acusados de violarem duas raparigas em Gijon, Espanha, em julho de 2021, começou esta quarta-feira no Tribunal Provincial de Oviedo. O Ministério Público espanhol pede penas de até 10 anos de prisão para todos. Já o advogado dos acusados pede que os arguidos sejam absolvidos, argumentando que as relações sexuais foram consentidas.
À chegada ao tribunal, Germano Inclan Mendez, advogado dos quatro portugueses, todos residentes na região de Braga e com menos de 30 anos de idade, afirmou estar convicto de que os seus clientes vão ser absolvidos, revelando ter na sua posse um vídeo amador gravado na madrugada do incidente que mostra os quatro homens e as duas mulheres em convívio, de acordo com o Correio da Manhã.
A próxima sessão do julgamento está marcada para esta quinta-feira, onde os quatro arguidos não se vão remeter ao silêncio, estando por isso dispostos a falar, avançou a SIC.
Segundo a acusação e as alegações do Ministério Público espanhol, as raparigas conheceram dois dos portugueses num bar e concordaram ter relações sexuais com um deles no alojamento onde estavam hospedados, mas acabaram por ser violadas, nesse local, pelos quatro homens que vão ser agora julgados.
As raparigas apresentaram queixa na polícia e foram atendidas num hospital depois de terem deixado o alojamento onde alegam terem sido vítimas de violação e os quatro portugueses foram detidos horas mais tarde. Dois deles ficaram em prisão preventiva até 10 de setembro de 2021, quando foram libertados sob fiança, tendo os quatro aguardado o desenrolar do caso e o julgamento em Portugal, sem poderem sair da Península Ibérica, segundo fonte da defesa.
Um deles está acusado de dois crimes de abuso sexual e o Ministério Público pede que lhe sejam aplicados 10 anos de prisão. Os outros três estão acusados de um crime de abuso sexual cada (um deles na forma de cumplicidade) e o Ministério Público pede que lhes sejam aplicadas penas de prisão que vão desde um ano e três meses até cinco anos.
O Ministério Público pede ainda que as duas raparigas sejam indemnizadas por danos físicos e morais pelos acusados, que tinham todos menos de 30 anos no verão de 2021.