O “supertufão” Fung-wong que atingiu o noroeste das Filipinas na segunda-feira, causando inundações, deslizamentos de terra e cortes de energia fez até agora 18 mortos. Os deslizamentos de terra mataram três crianças na província montanhosa de Nueva Vizcaya, informou a polícia local à Associated Press, acrescentando que outras quatro ficaram feridas.

Outro deslizamento de terra na província vizinha de Kalinga matou dois moradores e outros dois estão desaparecidos, informaram as autoridades filipinas esta segunda-feira à noite.

Entretanto, o tufão, que segue em direção a Taiwan, perdeu força e transformou-se numa tempestade tropical sobre o Mar da China Meridional. Fung-wong era um supertufão com ventos máximos de 185 km/h quando atingiu a costa das Filipinas, no domingo. A tempestade de 1.800 quilómetros de largura enfraqueceu ao atravessar as províncias montanhosas do norte e as planícies agrícolas durante a noite, antes de soprar para o Mar da China Meridional, de acordo com meteorologistas estatais.

Mais de 1,4 milhões de pessoas recorreram a abrigos de emergência ainda antes da chegada do tufão, e cerca de 240 mil permanecem em centros de evacuação esta terça-feira.

Missão militar humanitária de Timor-Leste parte quarta-feira para as Filipinas

Os elementos da missão timorense de apoio humanitário e de proteção civil às Filipinas, onde morreram dezenas de pessoas e milhares foram afetadas com a passagem do tufão Kalmaegi, partem quarta e sexta-feira para aquele país.

A missão foi aprovada na passada quinta-feira pelo Governo timorense, em reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

“Encontramo-nos num momento verdadeiramente único e histórico. Pela primeira vez, Timor-Leste mobiliza um contingente com esta dimensão, que reúne não apenas as nossas forças de defesa, mas também profissionais dos bombeiros, dos serviços de saúde e do Instituto de Gestão de Equipamentos do Ministério das Obras Públicas”, disse esta terça-feira o tenente-general Falur Rate Laek, chefe do Estado-Maior General das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

O tenente-general falava na cerimónia de despedida do contingente que decorreu esta terça-feira no Estado-maior das forças de defesa timorense.

O contingente é composto por 120 militares das forças de defesa e mais 30 elementos dos bombeiros, serviços de saúde e do Instituto de Gestão de Equipamentos do Ministério das Obras Públicas. “Esta composição multissetorial demonstra a maturidade institucional do nosso Estado e a nossa capacidade de resposta integrada a emergências humanitárias globais“, disse Falur Rate Laek.

O ministro sublinhou ainda que a missão humanitária de Timor-Leste irá apoiar as autoridades locais e as Forças Armadas das Filipinas, fornecendo a assistência necessária em termos de equipamentos, logística e proteção dos meios de subsistência e das necessidades essenciais da população afetada pelo desastre.

Os membros desta missão deverão permanecer nas Filipinas durante 20 dias, podendo regressar mais cedo caso concluam as tarefas antes do prazo. Se o trabalho se prolongar, a missão poderá ser estendida, mas a autorização inicial do Governo timorense cobre um período de até 28 dias.