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Olena Duma, então diretora da Agência de Recuperação e Gestão de Ativos da Ucrânia (ARMA), deslocou-se em maio último ao edifício onde alegadamente funcionava um “escritório paralelo” de branqueamento de capitais, noticiou nesta sexta-feira o jornal Ukrainska Pravda.

Esse centro operacional está a ser investigado pelo Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) no âmbito do processo relacionado com a empresa estatal de energia nuclear Energoatom — considerado o maior caso de corrupção desde a chegada de Volodymyr Zelensky à presidência. Oito pessoas já foram acusadas, e Timur Mindich, um aliado próximo de Zelensky, é apontado como o principal responsável pelo esquema.

O Ukrainska Pravda divulgou imagens que mostram Duma a entrar no edifício, onde permaneceu cerca de 50 minutos.

Em declarações ao Kyiv Independent, Duma negou qualquer envolvimento em atividades irregulares: “Não sei onde fica esse suposto escritório de branqueamento de dinheiro nem quem o dirige”, afirmou.

Porém, quando questionada sobre o motivo da visita ao local, não apresentou qualquer explicação.

A ARMA informou, por outro lado, que está a realizar uma auditoria aos negócios do organismo durante a gestão de Duma, que se demitiu no final de julho da agência que tem a missão de gerir os bens apreendidos pelo Estado, incluindo imóveis, veículos e iates. Quando saiu, no final de julho, disse que a sua “missão estava cumprida” porque durante o seu mandato tinha, na sua visão, introduzido mecanismos mais transparentes na agência, reforçado a cooperação internacional e modernizado o registo de ativos apreendidos.

Mas são vários os relatos, incluindo em agências noticiosas como a UNIAN, em que jornalistas referem um período de “gestão opaca e sombria“, com rumores nunca confirmados de que teria sido o próprio Presidente Volodymyr Zelensky a pedir a Duma que se demitisse.

Este caso insere-se naquilo que o Gabinete Nacional Anticorrupção (NABU) designou de Operação “Midas”, uma investigação de grande escala que revelou “luvas” e subornos de 10% a 15% em contratos da Energoatom. O Presidente Volodymyr Zelensky exigiu a demissão de ministros ligados ao caso, nomeadamente o da Justiça, Herman Halushchenko, suspenso no âmbito da investigação.