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Starmer diz que caminho para a paz na Ucrânia ainda é longo e difícil

Este artigo tem mais de 6 meses

No dia em que ocorrerá a reunião da Coligação dos Dispostos, onde também participará Luís Montenegro, o primeiro-ministro britânico realçou a determinação para avançar o processo de paz na Ucrânia.

epa12387688 British Prime MInister Keir Starmer speaks at a press conference with the US President at Chequers, the country residence of the Prime Minister in Aylesbury, Britain, 18 September 2025. President Trump is on his second state visit to the UK where he met with the King and with the Prime Minister Starmer.  EPA/NEIL HALL / POOL
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▲A reunião ocorrerá num contexto em que o lado ucraniano alegadamente aceitou um acordo de paz para o conflito

NEIL HALL / POOL/EPA

▲A reunião ocorrerá num contexto em que o lado ucraniano alegadamente aceitou um acordo de paz para o conflito

NEIL HALL / POOL/EPA

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O primeiro-ministro britânico afirmou esta terça-feira que o caminho para a resolução do conflito na Ucrânia é ainda longo e difícil, momentos antes de uma reunião dos países aliados de Kiev.

“Ainda há um longo caminho a percorrer e o caminho será difícil, mas estamos mais determinados do que nunca a defender esta causa e a fazer avançar este processo“, afirmou Keir Starmer na Câmara dos Comuns (câmara baixa do parlamento britânico).

Estas declarações surgem no mesmo dia em que se vai realizar uma reunião por videoconferência entre a chamada “Coligação dos Dispostos” que reúne vários países aliados da Ucrânia.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se já com o chanceler alemão, Friedrich Merz, tendo abordado os esforços ucranianos para terminar o conflito com Moscovo e também a reunião entre os aliados.

“Abordámos igualmente a ordem de trabalhos da reunião de hoje da Coligação dos Dispostos, que será co-presidida pela Alemanha”, escreveu o líder ucraniano na rede social X.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, também participa por videoconferência na reunião, pelas 15h00, disse à Lusa fonte do seu gabinete.

Também o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, vai marcar presença na reunião dos aliados de Kiev, copresidida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e Starmer.

A reunião ocorrerá num contexto em que os meios de comunicação norte-americanos noticiaram esta terça-feira que o lado ucraniano alegadamente aceitou um acordo de paz para o conflito.

“Os ucranianos concordaram com o acordo de paz” e existem somente “alguns pequenos pormenores a resolver”, afirmou um responsável norte-americano citado, sem ser identificado, pela estação CBS.

Neste momento uma delegação norte-americana liderada pelo secretário do Exército, Dan Driscoll, está em Abu Dhabi a negociar com uma delegação russa o acordo de paz para a Ucrânia.

O encontro de Abu Dhabi surgiu após um fim de semana de negociações em Genebra sobre o plano de 28 pontos do Presidente norte-americano, Donald Trump, entre ucranianos, norte-americanos e europeus.

Trump pareceu regozijar-se na segunda-feira com o resultado do encontro em Genebra.

“Será realmente possível que grandes progressos estejam a ser feitos nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia? Acreditem apenas no que veem, mas algo de bom poderá muito bem acontecer”, escreveu nas redes sociais.

Em Genebra, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, tinha-se manifestado “muito otimista” sobre a possibilidade de concluir “muito rapidamente” um acordo sobre a Ucrânia.

“Os pontos que permanecem em aberto não são intransponíveis”, afirmou sobre as conversações de domingo.

Já na manhã desta terça-feira, o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, admitiu uma deslocação de Zelensky aos Estados Unidos ainda este mês, para conversações sobre o plano.

“Ansiamos por organizar a visita do Presidente da Ucrânia aos Estados Unidos o quanto antes, em novembro, para finalizar as etapas restantes e alcançar um acordo com o Presidente Trump”, escreveu Umerov nas redes sociais.

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