O procurador do caso de alegada interferência no resultado das presidenciais de 2020 na Geórgia decidiu retirar a acusação contra Donald Trump.

Segundo o New York Times, o pedido de arquivamento do processo foi apresentado, na última sexta-feira, ao juiz responsável pelo caso por Pete Skandalakis, recém-nomeado procurador do caso. Skandalakis assumiu o caso no mês passado, substituindo a promotora do Condado de Fulton, Fani Willis — que tinha construído a acusação.

Após o pedido de arquivamento do caso, o juiz Scott McAfee, do Tribunal Superior do Condado de Fulton (na Geórgia) emitiu uma ordem no sentido de encerrar o caso.

Para além de Trump, estavam acusados no mesmo processo outras 18 pessoas, entre as quais o ex-presidente da Câmara de Nova Iorque e advogado de Trump, Rudy Giuliani, e o ex-chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows.

Uma acusação como as da Máfia, um julgamento na TV e uma campanha presidencial inédita. A nova acusação a Trump é a mais grave até agora

Assim que foi conhecida a decisão do tribunal, a defesa de Donald Trump elogiou o desfecho do processo. ““A perseguição política ao presidente Trump pela promotora Fani Willis, que estava desacreditada, finalmente acabou. Este caso jamais deveria ter sido aberto. Um procurador justo e imparcial pôs fim a esta guerra jurídica”, reagiu o advogado principal do presidente dos EUA na Geórgia, Steve Sadow, citado pelo Washington Post.

Recorde-se que os arguidos foram acusados, em agosto de 2023, de conspiração no sentido de anular os resultados das eleições presidenciais de 2020, que resultaram na derrota de Donald Trump e na eleição do democrata Joe Biden. Segundo a acusação, o atual presidente norte-americano terá telefonado ao então secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, para tentar reverter o resultado das eleições naquele estado — em que Trump ficou apenas 11 mil votos atrás de Biden.

Desde que foi eleito presidente, em novembro de 2024, Trump já viu arquivados três processos judiciais que pendiam sobre si.