O Governo aprovou uma estrutura que inclui um guião com as respostas que devem ser dadas em caso de crise grave. A iniciativa designada de Corgov foi descrita como sendo uma “célula que será ativada quando for identificada uma crise”, pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros esta sexta-feira. António Leitão Amaro explicou que este “mecanismo” prevê os instrumentos de coordenação e resposta política e na área da comunicação.

O centro de operações e respostas do Governo surge no rescaldo da resposta ao apagão elétrico que deixou o país às escuras e quase sem comunicações durante horas a 28 de abril, mas o objetivo é dar resposta a vários tipos de crise — catástrofes naturais, ataques informáticos ou outras situações comparáveis. O Governo inspirou-se nos governos inglês, belga e na Comissão Europeia para este plano que “vai definir, passo a passo, a coordenação política e de comunicação” num centro de resposta do Governo para as crises, sejam elas naturais ou de origem humana, físicas, digitais ou cibernéticas.

Mas, acrescenta, “nada disto significa que desapareçam as responsabilidades operacionais específicas de cada entidade” que tem a obrigação da atuar nestas circunstâncias.

Leitão Amaro confirma que este plano vai envolver investimentos, nomeadamente em equipamentos. “Não podemos correr para uma sala vazia” quando for declarada a crise. Os valores a investir “são residuais” e saem da dotação da Secretaria Geral. O ministro não deu mais detalhes sobre esses investimentos alegando razões de segurança. Fora do contexto de crise, haverá equipas com a responsabilidade de assegurar a operacionalidade do mecanismo.