Afinal, o  líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, continua detido. O ex-primeiro ministro da Guiné-Bissau recebeu esta sexta-feira ordem de libertação após ter sido detido na quarta-feira na sequência do golpe de Estado. Mas não saiu em liberdade por razões que não estão ainda claras.

Por um lado, fonte ligada à política guineense adianta ao Observador que o político se recusou a sair enquanto os outros detidos pelo Comando Militar que fez golpe de Estado que afastou o então Presidente Sissoco Embaló e assumiu o poder na quarta-feira, não fossem também libertados. Nesse dia, segundo a mesma fonte, foram detidos cinco magistrados do Ministério Público que não terão aceitado a pressão para não assinarem atas da Comissão Nacional de Eleições que dão a vitória a Fernando Dias da Costa, opositor e candidato presidencial que reivindica vitória nas eleições de domingo. O Comando militar deteve ainda oito políticos da oposição.

Por outro lado, fonte partidária disse à agência Lusa que a ordem de libertação foi imediatamente revogada depois de ter sido dada.

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Continua assim um cenário confuso na Guiné-Bissau depois do golpe de Estado que a oposição diz não ter passado de uma encenação de Umaro Sissoco Embaló para evitar a divulgação dos resultados eleitorais na quinta-feira. O ex-Presidente que foi detido viajou na quinta-feira para o Senegal, onde se mantém, enquanto em Bissau, o novo Presidente interino nomeou um dos homens de confiança de Sissoco Embaló para primeiro-ministro e ministro das Finanças.

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