Rahmanullah Lakanwal, o suspeito do tiroteio desta quarta-feira contra dois militares da Guarda Nacional em Washington, nos EUA, vai ser acusado de homicídio qualificado. A revelação de que as acusações contra o suspeito vão ser agravadas foi feita pela procuradora do distrito de Columbia, Jeanine Ferris Pirro, esta sexta-feira.
O agravamento das acusações acontece depois de ter sido conhecido que Sarah Beckstrom, uma das vítimas do tiroteio de quarta-feira, morreu. Além de homicídio qualificado, o suspeito também é acusado de três crimes de posse de arma de fogo num crime violento e duas acusações de agressão com intenção de matar enquanto armado.
Quem era Sarah Beckstrom, a militar que morreu no ataque à Guarda Nacional dos EUA em Washington?
“Há certamente muito mais acusações, mas vamos agravar as acusações iniciais para homicídio qualificado”, declarou Pirro na Fox News. “E esperamos que, à medida que obtivermos mais informação e a investigação decorre em Washington, mais saberemos sobre o que realmente aconteceu para que este indivíduo estivesse neste país e conseguisse fazer uma emboscada a uma mulher inocente que estava a cumprir o seu dever para com este país.”
A procuradora afirmou ao canal de televisão que a morte de Beckstrom foi um “homicídio premeditado”. “O indivíduo que fez isto pagará o preço máximo, de acordo com a procuradora-geral, Pam Bondi, como é devido”, afirmou Pirro.
A procuradora não avançou mais detalhes sobre a investigação, afirmando apenas que há trabalhos a decorrer “24 horas por dia, sete dias por semana” e que “nenhuma pedra ficará por virar”.
Jeanine Pirro avançou que o outro militar atingido, Andrew Wolfe, de 24 anos, continua “em estado crítico”. “Ainda temos esperança.”
Segundo as autoridades, Rahmanullah Lakanwal, chegou aos EUA vindo do Afeganistão em 2021. O homem chegou a território norte-americano através de um programa de proteção a afegãos que tivessem colaborado com os EUA durante a retirada dos militares americanos do país. Lakanwal terá auxiliado os militares norte-americanos a proteger o aeroporto de Kabul, em 2021.