Era um confronto direto no topo da Premier League. Em Stamford Bridge, Arsenal e Chelsea defrontavam-se separados por seis pontos, no primeiro e no segundo lugar da classificação, e ambos sabiam que uma vitória ou uma derrota podia significar um passo de gigante rumo à conquista do troféu ou uma aceleração brutal rumo ao relançar da corrida.

Em comum, Chelsea e Arsenal tinham o facto de terem registado triunfos brutais durante a semana e na Liga dos Campeões. De um lado, os blues venceram o Barcelona em Londres, anulando por completo a equipa de Hansi Flick; do outro e também em Londres, os gunners venceram o Bayern Munique e assumiram-se enquanto único conjunto com um registo perfeito na principal competição europeia.

“É muito cedo para dizer se podemos ser candidatos ao título. É muito cedo para isso, quer ganhemos ou percamos no domingo. Estamos em novembro, faltam cinco ou seis meses. Só em fevereiro ou março é que vai ser importante ver onde estamos na tabela e perceber se podemos alcançar algo importante. É mais um grande jogo e terminámos o jogo contra o Barcelona com um bom ‘feeling'”, explicou Enzo Maresca na antevisão da partida.

Já Mikel Arteta, também antes da partida, garantiu que não pensa em refrear expectativas. “Não falamos sobre isso. Temos de perceber o que temos de fazer para ser melhor do que os nossos adversários, para ter sempre a chance de ganhar. Se conseguirmos isso, também conseguirmos no jogo seguinte e por aí fora, nada muda. Temos noção da importância desta semana, mas nada vai mudar. Estamos super motivados”, atirou o treinador espanhol.

Assim e já com Cole Palmer disponível, mas ainda no banco, Enzo Maresca lançava João Pedro como referência ofensiva, com Enzo Fernández, Estevão e Pedro Neto no apoio ao avançado brasileiro. Já Mikel Arteta, que também já tinha Gabriel Jesus e Gyökeres como suplentes, não podia contar com Saliba, lesionado de última hora, e colocava os reforços Mosquera e Hincapié no eixo defensivo.

Numa primeira parte que terminou sem golos, o Arsenal começou claramente por cima e não dava espaço ao Chelsea, com Bukayo Saka a ter a primeira grande oportunidade do jogo com um remate para defesa de Robert Sánchez (13′). Os blues cresceram com o passar dos minutos, com Estevão e João Pedro a desperdiçarem duas ocasiões para abrir o marcador e a inédita defesa da equipa de Mikel Arteta a demonstrar algumas dificuldades para travar o ímpeto adversário.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, porém, o Chelsea sofreu um duro golpe. Moisés Caicedo fez falta sobre Mikel Merino, o árbitro da partida começou por mostrar cartão amarelo ao médio mas, depois de ser chamado ao VAR, mudou a decisão e expulsou-o, deixando a equipa de Enzo Maresca em inferioridade numérica. O Arsenal ainda poderia ter marcado à beira do intervalo, com Robert Sánchez a evitar o golo de Gabriel Martinelli (45+1′), mas o jogo regressou mesmo totalmente empatado para os balneários.

Enzo Maresca mexeu logo no início da segunda parte e procurou dar equilíbrio à equipa, abdicando de Estevão para lançar Alejandro Garnacho, enquanto que Mikel Arteta também trocou Riccardo Calafiori por Myles Lewis-Skelly. De forma surpreendente, porém, foi o Chelsea a abrir o marcador: canto na esquerda e Trevor Chalobah, de cabeça, saltou mais alto do que todos os outros para bater David Raya (48′).

Liam Delap rendeu João Pedro, Madueke e Odegaard refrescaram os gunners e o Arsenal conseguiu mesmo empatar à beira da hora de jogo, com Mikel Merino a responder de cabeça a um cruzamento de Saka na direita (59′). Mikel Arteta ainda fez all in nos últimos 20 minutos, lançando Gyökeres, mas já nada mudou apesar de os blues terem ficado totalmente asfixiados e em modo-sobrevivência nos derradeiros instantes.

No fim, Chelsea e Arsenal não foram além de um empate em Stamford Bridge, com os gunners a ficarem agora com mais cinco pontos do que o Manchester City e mais seis do que os blues, que caíram para o terceiro lugar face à vitória dos citizens perante o Leeds este sábado.