O nosso país foi o escolhido para acolher a apresentação mundial da 6.ª geração do Clio, modelo que chegou ao mercado português há 35 anos e, nesse período, foi em 12 ocasiões o veículo mais vendido do ano, além de ter terminado 25 vezes num dos três primeiros lugares do ranking das vendas. O novo Clio recorre à mesma plataforma CMF-B já utilizada pela 5.ª geração, introduzida em 2019, mas trata-se de um modelo com um chassi novo, com uma distância entre eixos de 2,591 metros (mais 0,8 cm do que a geração anterior), 1,451 m de altura (1,2 cm mais alto) e 1,768 m de largura (3 cm mais estreito) e um comprimento de 4,116 m (mais 6,3 cm do que o Clio V).

O que salta à vista no mais recente Clio é o seu aspecto exterior, especialmente na frente, que revela a nova linguagem estilística da marca francesa, pelo menos neste segmento dos utilitários. O modelo transmite uma sensação de robustez e de volume, o que pode ser um trunfo neste segmento de carros pequenos. Mas se a estética do Clio VI pode evocar uma personalidade mais vincada, ficámos com a sensação que o Clio V, sobretudo a partir do restyling de 2023, se caracterizava por linhas mais elegantes e consensuais.

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Por dentro, o utilitário gaulês continua fiel ao sistema de infoentretenimento OpenR Link da Renault, concebido sobre o Android Automotive da Google, de longe um dos melhores do mercado, o que é de salientar por se tratar de um veículo acessível. O novo tablier é menos volumoso, para reforçar a sensação de espaço no habitáculo, com a Renault a anunciar uma bagageira mais acanhada, com 215 litros na versão bi-fuel a GPL, para este valor cair para 309 litros na versão TCe e 261 litros para as unidades equipadas com mecânicas full hybrid.

O pequeno Renault é proposto em três níveis de equipamento, designadamente o Evolution, o Techno e o Esprit Alpine, sendo o primeiro o mais acessível e o último o mais completo e oneroso. O anterior motor 1.0 TCe, com três cilindros e 90 cv, evoluiu para o novo 1.2 TC3 com 115 cv, ganhando potência mas também 200 cm3, o que num sistema fiscal como o nosso, que penaliza as emissões de CO2 e a capacidade do motor, obriga a Renault a fazer um esforço para absorver o imposto adicional, apesar do consumo e das emissões de CO2 serem menores no TCe 1.2 115 do que no anterior 1.0 TCe 90.

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A mecânica com menores custos de utilização é a nova 1.2 Eco-G 120, que também evolui face ao anterior 1.0 Eco-G 100, ganhando 20 cv e reduzindo as emissões em 2g. Ainda assim, e como o Imposto Sobre Veículos (ISV) não perdoa, penaliza igualmente esta mecânica a GPL. A versão mais interessante do novo Clio é a full hybrid, a 1.8 Hybrid E-Tech 160. Ganha 15 cv por comparação com o anterior 1.6 Hybrid E-Tech 145, o que lhe permite ser mais rápido, mais económico e com menos emissões. Mas também esta versão não cai nas boas graças da fiscalidade automóvel nacional. E a Renault não é o único construtor a sofrer com a forma como o ISV penaliza os motores que gastam e poluem menos, apesar de ter optado por uma cilindrada maior para o conseguir.

A oferta do novo Renault Clio arranca com o 1.2 TCe 115 Evolution, que é proposto por 21.990€. A mesma mecânica, mas com o nível de equipamento Techno, implica um investimento de 23.690€, enquanto o Clio 1.8 Hybrid E-Tech 160, na linha Esprit Alpine, custa 28.990€. As versões a GPL, cada vez mais procuradas, surgirão posteriormente.