Líderes de países europeus e da União Europeia propuseram esta segunda-feira uma lista de garantias de segurança e económicas para a Ucrânia, incluindo uma “força multinacional” liderada pelos europeus e um apoio “sustentável” ao exército ucraniano, limitado a 800.000 soldados, segundo um comunicado emitido pelo Governo alemão.
Esta força seria “composta por contribuições de nações voluntárias e apoiada pelos Estados Unidos“, que liderariam, por seu lado, um “mecanismo para monitorizar e verificar o cessar-fogo“, anunciaram os líderes europeus.
Os líderes preveêm ainda a criação de “um mecanismo de monitorização e verificação do cessar-fogo liderado pelos EUA com participação internacional”, acompanhado por “um compromisso juridicamente vinculativo” para “tomar medidas para restaurar a paz e a segurança no caso de um futuro ataque armado”. “Estas medidas podem incluir força armada, assistência logística e de inteligência, ações económicas e diplomáticas”, lê-se no comunicado.
Os líderes previram ainda medidas para a reconstrução da Ucrânia, encarando como um investimento “na prosperidade futura da Ucrânia”, com “disponibilização de recursos significativos para a recuperação e reconstrução, acordos comerciais mutuamente benéficos”.
Prevê-se também a “necessidade de a Rússia indemnizar a Ucrânia pelos danos causados”, eventualmente com “os ativos soberanos russos na União Europeia […] imobilizados”, para além de um apoio “firme” à “adesão da Ucrânia à União Europeia” e de um apelo à Rússia para aceitar “um cessar-fogo”.
Uma dezena de líderes europeus, incluindo da UE e da NATO, estão reunidos esta segunda-feira em Berlim para discutir os planos de paz para a Ucrânia com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com enviados dos Estados Unidos.
No domingo, o chefe de Estado ucraniano reuniu-se com os enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner (genro do Presidente Donald Trump).
Nas últimas horas, juntaram-se aos trabalhos liderados pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, os seus homólogo britânico, Keir Starmer; da Polónia, Donald Tusk; da Suécia, Ulf Kristersson; dos Países Baixos, Dick Schoof; da Noruega, Jonas Gahr Støre; bem como as chefes de Governo de Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, para além do Presidente francês, Emmanuel Macron.
Participam ainda na cimeira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
Trump diz que se está “mais próximo que nunca” nas negociações
O Presidente norte-americano, Donald Trump, participou igualmente por videoconferência, tendo afirmado depois que teve uma conversa “longa” e muito boa”. “Acho que estamos mais perto que nunca”, comentou o líder sobre a conversa e o resultado das negociações em Berlim.
“As coisas estão aparentemente a correr bem, mas temos dito isso há muito tempo. É difícil”, acrescentou.
.@POTUS on Ukraine peace talks: "I think we're closer now than we have been ever." pic.twitter.com/P0gCxWIhmr
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) December 15, 2025