O Governo português expressou esta sexta-feira “grande tristeza e consternação” por o suspeito de matar o físico Nuno Loureiro e outras duas pessoas na Universidade Brown, nos Estados Unidos, ser um cidadão português.

“É com grande consternação que sabemos que o principal suspeito, e que foi encontrado morto, é um cidadão português. Isso também é algo que obviamente nos causa uma grande tristeza e consternação“, disse, em declarações à Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

Quem é Cláudio Neves Valente, o suspeito do ataque a Brown e do assassinato do físico Nuno Loureiro

O chefe da diplomacia portuguesa disse “lamentar muito” as mortes causadas nos dois ataques e também que “haja um cidadão português envolvido na prática de crimes desta natureza, que são crimes altamente reprováveis, censuráveis, verdadeiramente terríveis para as vítimas e para as suas famílias”.

Rangel indicou ainda que as autoridades norte-americanas têm estado em contacto com Portugal, que tem prestado uma “cooperação muito grande”, mas ressalvou que “as investigações estão longe de estar terminadas”.

Este caso levou a administração de Donald Trump a suspender o programa de vistos (‘green card’), que permitiu a entrada nos Estados Unidos do suspeito – uma decisão que Paulo Rangel disse respeitar. “As reações da administração norte-americana são [tomadas] no exercício da sua soberania e são aquelas que entende adequadas para lidar com situações que preocupam muito legitimamente”, referiu.