O parlamento da Coreia do Sul iniciou esta segunda-feira uma investigação independente ao acidente com um avião da Jeju Air que causou 179 mortos em dezembro de 2024, perante críticas das famílias das vítimas à investigação oficial.

A investigação, a cargo de um comité parlamentar composto por 18 deputados, visa apurar as causas do acidente — o mais grave da aviação civil na história do país — ocorrido no aeroporto de Muan, no sudoeste do território, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

Entre os aspetos a serem analisados estão a colisão com uma ave pouco antes da aterragem, falhas mecânicas ou no motor e o impacto com o talude no final da pista.

O comité vai igualmente averiguar se houve tentativas de encobrimento dos resultados da investigação oficial.

Embora o relatório final das autoridades ainda não tenha sido publicado, fontes ligadas à investigação afirmaram em julho que os pilotos poderão ter desligado por engano o motor menos danificado após a colisão com a ave, agravando a situação durante a aproximação.

As investigações preliminares revelaram ainda que a companhia aérea terá reduzido ao mínimo legal o tempo das inspeções técnicas entre voos, visando maximizar a rentabilidade operacional das aeronaves.

O Boeing 737-800 envolvido no acidente terá sofrido danos ao embater numa ave e não acionou o trem de aterragem nem os dispositivos de travagem, saindo da pista e colidindo com um muro. Apenas duas pessoas sobreviveram à tragédia, que ocorreu a 29 de dezembro de 2024 e se tornou no acidente aéreo mais mortal do ano a nível mundial.