Um tenente-general russo morreu esta segunda-feira na sequência de uma explosão causada por um dispositivo colocado num carro, avançou o Comité de Investigação da Federação Russa. A bomba que vitimou o general Fanil Sarvarov explodiu às 6h55 desta segunda-feira, perto de uma zona residencial, localizada na zona sul da capital russa.
O comité abriu entretanto um inquérito ao “assassinato de um oficial militar”, referindo suspeitas de interferência da Ucrânia, que ainda não se pronunciou sobre o caso.
“Os investigadores estão a seguir várias linhas de investigação sobre o assassinato. Uma delas é que o crime foi orquestrado pelos serviços secretos ucranianos”, disse Svetlana Petrenko, porta-voz do Comité de Investigação russo.
De acordo com os investigadores, as perícias estão em andamento, incluindo exames forenses e aos explosivos. As “testemunhas estão a ser interrogadas” e as imagens das câmaras de vigilância estão a ser “analisadas”, explicam em comunicado.
De acordo com o portal de notícias ucraniano Liga.net, Sarvarov nasceu a 11 de março de 1969. Ao longo da sua carreira, participou em operações militares da Rússia em várias frentes, incluindo na Chechénia, Ossétia, Síria e na guerra contra a Ucrânia.
???????? BREAKING: Major General’s car bombed in Moscow ????????
Fanil Sarvarov, head of Russia’s Operational Training Directorate and veteran of the Ukraine war, was in a Kia Sorento that exploded around 7 a.m. in a residential courtyard.
The 56-year-old driver is in critical condition… pic.twitter.com/mEhVA0NFNr
— WAR (@warsurveillance) December 22, 2025
A Ucrânia não comentou o ataque. Este não é o primeiro caso em que um oficial russo perde a vida em Moscovo desde a invasão à Ucrânia, em 2022, de forma semelhante.
Em 2025, o general Yaroslav Moslakik morreu num ataque com bomba ao carro, em abril, nos arredores de Moscovo. Já o general Igor Kirillov, chefe da área nuclear militar, morreu em dezembro de 2024 perto do seu apartamento, vítima de uma bomba plantada numa trotinete elétrica, ativada remotamente, na capital russa.
A Ucrânia não comentou oficialmente nenhum dos ataques, mas à BBC, uma fonte ucraniana afirmou na altura que Kirillov teria sido morto pelos serviços de segurança ucranianos.
Texto editado por Carlos Diogo Santos