Um homem de 43 anos e uma criança de 13 anos morreram na sequência de uma explosão em Tomar, avançou a SIC Notícias e confirmou o Observador junto de fonte oficial da Guarda Nacional Republicana. Trata-se de uma situação de violência doméstica, e tudo indica que o menor foi morto pelo homem com recurso a arma branca antes da explosão dentro de casa.
A mãe da criança, de 43 anos, conseguiu fugir mas sofreu ferimentos ligeiros. Encontra-se agora internada no hospital de Tomar e foi assistida por psicólogos do INEM, apurou o Observador.
Além da mulher, um militar da GNR ficou com ferimentos ligeiros, depois de ter sido atingido por estilhaços da explosão.
A mulher e o menor são de nacionalidade britânica e, ao que o Observador apurou, até agora tudo indica que o homem seja de nacionalidade portuguesa.
A explosão provocada com uma botija de gás terá ocorrido cerca das 12h00, quando a GNR já tinha respondido a uma chamada de socorro. Ao que o Observador apurou, já existiam queixas por violência doméstica anteriores a esta ocorrência. O suspeito da morte do menor e da explosão já tinha estado preso por homicídio qualificado, confirmou a Polícia Judiciária ao Observador. “Na família já haviam sido reportadas situações de violência doméstica, nos últimos dois anos”, acrescentou a coordenadora da Polícia Judiciária (PJ) de Leiria, Sílvia Lopes, à agência Lusa.
O Observador sabe que o suspeito esteve preso de 2002 a 2016.
A investigação vai ficar com a Polícia Judiciária, que se está a deslocar para o local. Além da GNR, também os bombeiros e o INEM destacaram meios para esta ocorrência.
Menor e suspeito ainda estavam vivos depois da explosão
A Polícia Judiciária confirmou, em comunicado, que está a investigar as “mortes por esfaqueamento de um adolescente de 13 anos e do presumível autor, ex-companheiro da sua mãe, encontrada pelas autoridades com sinais de ter sido manietada e agredida”.
Quando as autoridades chegaram ao local, “tanto o presumível agressor como o menor apresentavam diversos ferimentos provocados por arma branca, mas, apesar dos sinais vitais ainda detetados, o óbito veio a ser declarado no local instantes depois”.
A família já estava sinalizada por processos de violência doméstica, registados em 2022 e 2023.