Acompanhe aqui o nosso artigo em direto sobre a guerra na Ucrânia
Não se sabe o que vai sair do encontro entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky, mas o Presidente dos Estados Unidos da América, que admite “não ter prazos”, reforça a urgência de ter de “acabar com a guerra agora”, referindo estar “nas últimas fases” das negociações para finalmente alcançar um acordo de paz para o conflito que dura quase quatro anos entre a Rússia e a Ucrânia.
O Presidente ucraniano estava previsto chegar pelas 13h locais (18h locais), mas a receção na escadaria da residência de férias de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, só chegaria cerca de meia hora mais tarde. À porta, Zelensky posou ao lado do seu homólogo norte-americano com o seu agora recorrente fato negro. Enquanto todas as câmaras apontavam para o par de Chefes de Estado, Trump confessou acreditar que Vladimir Putin — com quem havia conversado ao telefone durante uma hora poucos momentos antes de receber Zelensky — estava à procura da paz na Ucrânia, tal como Zelensky.
“Resolvi oito guerras, mas esta é a mais complicada”, admite o Presidente dos EUA, prevendo um “ótimo encontro” com a comitiva ucraniana que acompanhou Zelensky até aos Estados Unidos. Sem “prazos”, mas com urgência para acabar com as hostilidades na Ucrânia, Trump diz estar a trabalhar ao lado dos líderes europeus, que têm estado “muito envolvidos” nas negociações para desenvolver um acordo “que agrade ambas as partes”.
“Vai haver um acordo de segurança. Será um acordo forte. E os países europeus estão muito envolvidos neste processo”, afirmou o Presidente norte-americano, depois de ter classificado como “burra” a pergunta de um jornalista sobre garantias de segurança. “A guerra tem de acabar [agora] ou vai continuar durante muito tempo e milhões de pessoas vão morrer. E ninguém quer isso”, acrescentou Trump.
Já o Presidente ucraniano aproveitou a oportunidade de estar diante a imprensa norte-americana para agradecer o papel de Donald Trump enquanto mediador do conflito. Volodymyr Zelensky reforçou a importância das reuniões que decorreram ao longo desta manhã entre as comitivas ucranianas e norte-americanas, referindo que já concordaram em 90% do plano de 20 pontos para a paz na região. Agora, em Mar-a-Lago, Trump e Zelensky vão discutir os restantes 10%, que incluem a cedência territorial.
Antes de os dois Presidentes terem virado as costas às câmaras e entrado na sala de banquetes da residência do norte-americano em Mar-a-Lago, Trump revelou que voltaria a falar com a imprensa após uma reunião com os líderes europeus e de uma nova chamada com Vladimir Putin.
▲ Delegações da Ucrânia e dos Estados Unidos da América sentadas à mesa na sala de banquetes da residência de Trump de Mar-a-Lago, na Flórida
AFP via Getty Images
Já dentro daquela sala de banquetes, Zelensky já não se faz acompanhar do seu chefe de gabinete que tem sido uma presença habitual nas reuniões anteriores, Andriy Yermak, uma vez que se demitiu do cargo após ter sido revelado que estava a ser investigado no âmbito de um esquema de corrupção. Por isso, ao lado do Presidente, está o chefe do Estado-maior do Exército ucraniano, Andrii Hnatov, e o ministro da Defesa, Rustem Umerov. Estão presentes ainda o conselheiro Oleksandr Bevz, o ministro da Economia Oleksii Soboliev, o ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros Serhii Kyslytsia e ainda a embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos da América Olga Stefanishyna.
Diretamente à frente de Zelensky está Donald Trump que, por sua vez, está sentado entre o Secretário da Defesa Pete Hegseth e o Secretário de Estado Marco Rubio. Estão também presentes Steve Witkoff e Jared Kushner, que têm sido presenças assíduas nas negociações de paz tanto na guerra da Ucrânia como nos conflitos entre Israel e diferentes países no Médio Oriente. Ao lado de Hegseth está ainda a principal figura militar dos EUA, o General Dan Caine. Os restantes lugares são ocupados por Susie Wiles (chefe de gabinete da Casa Branca) e Stephen Miller (conselheiro de segurança interna).