Viktor Gyökeres foi vendido, ainda se continuava a falar muito do sueco no Sporting. Viktor Gyökeres fez a estreia pelo Arsenal após ser vendido, já se começava a falar menos do sueco no Sporting. Viktor Gyökeres foi andando na nova realidade em Londres, com uma lesão muscular pelo meio, cada vez se foi falando menos do sueco no Sporting – até porque o arranque de Luis Suárez, o substituto direto contratado ao Almería no verão, pegou de estaca em Alvalade, levando 20 golos e três assistências nos primeiros 28 encontros oficiais pelos leões que ficavam até acima daquilo que o antigo número 9 tinha conseguido quando foi contratado ao Coventry. No entanto, sendo mais ou menos falado, Gyökeres continua a render nos verde e brancos.
Depois do pagamento de 65,7 milhões de euros pela contratação do sueco, o Arsenal acertou também uma série de bónus por objetivos desportivos. A primeira tranche foi atingida: após 20 partidas a fazer 45 ou mais minutos, o Sporting recebeu 1,25 milhões de euros. Mas há mais: 1,25 milhões de euros por cada bloco de 20 encontros até aos 80, 500 mil euros por cada bloco com 20 contribuições para golo (golo ou assistência) até um milhão de euros; um milhão de euros por qualificação dos gunners para a Champions até aos quatro milhões. Para os leões, é uma questão de dar apenas tempo ao tempo. Para o Arsenal, aí, as coisas têm sido diferentes e todo o tempo que Mikel Arteta tem dado ao avançado ainda não chegou para se fixar como uma das figuras da equipa. O que “ajuda”? Como se viu com o Bournemouth, os londrinos têm sempre soluções para contornar os problemas de adaptação ao sistema e à ideia de jogo que Gyökeres tem sentido.
Depois de ter perdido quatro jogos oficiais por uma lesão muscular no início de novembro, a que se seguiram partidas em que ou saía do banco ou acabava por ser “poupado”, Gyökeres voltou à ação no fim desse mês como suplente utilizado, voltou à titularidade a 10 de dezembro na deslocação a Brugge para a Champions mas continua a mostrar dificuldades mais ou menos esperadas para enquadrar as suas características na forma de jogar da equipa. Tanto que é preciso recuar ao período antes da lesão para se encontrar um golo do sueco de bola corrida (desde novembro que só marcou um e de grande penalidade). Uns continuam a olhar para aquilo que dava ao coletivo, apontando o 1×5 no início da jogada do segundo golo em Bournemouth para justificar o espaço que Declan Rice teve para rematar. Outros, pedem mais golos. E o Arsenal? Ganha.
Viktor Gyokeres is a defender magnetpic.twitter.com/YAJUBqIamo
— Triple M (@Tripple____M) January 7, 2026
Entre a 11.ª e a 15.ª jornadas, a equipa ainda tremeu, com empates frente ao Sunderland e ao Chelsea além da derrota em Birmingham com o Aston Villa, mas esse acabou por ser um trampolim para retomar a série de vitórias numa fase particular da época em que os rivais diretos vão perdendo terreno, com o Aston Villa a ceder cinco pontos e o Manchester City a perder seis apenas nas últimas três jornadas. Contas feitas, com mais ou menos golos de Gyökeres, o Arsenal podia não só disparar para os oito pontos de vantagem como tinha a oportunidade de reduzir os candidatos ao título a três… sem o atual campeão, Liverpool. No final de um encontro com poucos motivos de interesse junto das balizas, imperou o nulo que deixou tudo na mesma no top 4 da Premier e expôs mais o sueco, que não rematou em 64 minutos e só tocou oito vezes na bola.
Viktor Gyokeres had just 8 touches of the ball when he left the field in the 64th minute.
One touch was from kick-off. pic.twitter.com/dh9JnXbw5U
— george (@StokeyyG2) January 8, 2026
Com Ekitiké ainda de fora por lesão tal como Alexander Isak (este por largos meses) e Salah (ainda na CAN), Arne Slot voltou a optar com um ataque móvel com Cody Gapko como referência num jogo mais virado para transições do que aquele ataque continuado que foi uma imagem de marca no título da última temporada. Do outro lado, mais do mesmo: Trossard de início na esquerda do ataque, banco de luxo onde qualquer podia ser titular e tentativa de domínio desde o arranque da partida. No entanto, e tal como aconteceu em algumas primeiras partes, as dificuldades com adversários que defendem mais baixo voltou a sentir-se. Tanto que, no nulo que se registava ao intervalo, a melhor oportunidade tinha sido do Liverpool com Bradley a aproveitar mais uma precipitação defensiva de Gabriel Magalhães para fazer um chapéu a Raya que bateu na trave (26′). Os gunners tiveram remates com perigo de Saka e Declan Rice mas sem conseguir criar perigo na área.
Esta jogada do Gabriel e do Raya só não golo do Bradley por isto ????
???????? @premierleague | @Arsenal 0 x 0 @LFC#DAZNPremier pic.twitter.com/A0FfdDZGZ6
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) January 8, 2026
A segunda parte trouxe um Liverpool diferente, com maior capacidade de tentar controlar momentos de jogo em posse mas sem que isso desse depois espaços para transições do Arsenal. A 20 minutos do final, havia só dois remates enquadrados em nove tentativas divididas quase a metade, a bola na trave de Bradley e muita luta que começava a deixar fatura em termos físicos em algumas unidades, algo que se manteria até ao final apesar de um cabeceamento de Gabriel Jesus que saiu à figura de Alisson (85′) e de outro desvio de cabeça ao segundo poste de Gabriel Magalhães após canto da direita que passou ao lado da baliza (90+4′).
Fraquinho ou "tacticamente rico"? #ARSLIV #EPL pic.twitter.com/nC3ZRXNYHv
— GoalPoint (@_Goalpoint) January 8, 2026