O príncipe herdeiro do Irão, Reza Pahlavi, usou as redes sociais para pedir aos líderes europeus que apoiem a luta do povo iraniano contra o regime e também para agradecer a Donald Trump, o “líder do mundo livre”, por reiterar a “sua promessa de responsabilizar o regime” . As declarações seguiram-se aos protestos desta quinta-feira, que, segundo Pahlavi, levaram às ruas “milhões de iranianos” a pedir “liberdade”. “Em resposta, o regime no Irão cortou todas as linhas de comunicação. Cortou a Internet. Cortou linhas telefónicas. Até pode tentar interferir com sinais de satélite”, acusou.

Aos líderes europeus, pediu que usem todos os “recursos técnicos, financeiros e diplomáticos disponíveis para restaurar a comunicação ao povo iraniano para que a sua voz e vontade seja ouvida e vista”.

“É tempo para outros, incluindo líderes europeus, seguirem a sua liderança, quebrarem o silêncio a agirem mais decisivamente no apoio à população do Irão”, destacou o filho do xá deposto na revolução de 1979. “Não deixem as vozes dos meus corajosos compatriotas sejam silenciadas”.

Na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos recusou um encontro com o autoproclamado príncipe herdeiro do Irão, sugerindo que Washington não está preparado para apoiar um sucessor do atual regime iraniano, caso este entre em colapso. “Acho que devemos deixar todos concorrer e ver quem se destaca”, disse Trump ao podcast The Hugh Hewitt Show. “Não tenho a certeza se isso seria a coisa certa a fazer”, disse o Presidente norte-americano, citado pela Al Jazeera, quando questionado sobre se considera encontrar-se com Reza Pahlavi — que está, há décadas, exilado nos EUA.