O Governo, agora através do Ministério da Economia e Coesão Territorial, garante estar “atento ao desenrolar das negociações” entre a Galp e a Moeve, que poderá levar a refinaria de Sines a integrar uma empresa conjunta na qual a empresa portuguesa ficará minoritária.

Em comunicado, o gabinete do ministro Manuel Castro Almeida indica ter sido informado sobre as negociações e, “estando em causa ativos estratégicos para a soberania energética nacional, sustentabilidade ambiental, concorrência e defesa dos consumidores, e sem prejuízo de se tratar de um potencial negócio entre empresas privadas, o Governo permanece atento ao desenrolar das negociações”. 

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Em Sines, à margem de um evento da Repsol, precisamente a maior concorrente da Galp e da Moeve na Península Ibérica, Castro Almeida não quis acrescentar muito ao comunicado, sublinhando que o Governo deve ser “cauteloso” nas palavras e na atuação. “Estamos atentos, sabendo que o essencial da negociação pertence Às empresas, há uma relação com o interesse estratégico do Estado”, nomeadamente porque o negócio envolve a única refinaria em Portugal.

Já na terça-feira, o Ministério do Ambiente e Energia tinha garantido que o Governo estava a acompanhar “de muito perto” o negócio que junta os ativos industriais e de comercialização de combustíveis da Galp e da Moeve, a dona da antiga Cepsa. Ainda assim, Maria da Graça Carvalho foi mais longe nas declarações, admitindo que há “vantagens” no acordo, sobretudo porque permite uma “grande massa crítica”. “Cria uma empresa grande a nível ibérico e europeu e neste mundo de hoje isso conta”, indicou, lembrando que a refinaria de Sines deixa de ter controlo nacional, mas que a Galp passa a ter presença em outras refinarias ibéricas.

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Já esta quarta-feira, e quase uma semana depois do anúncio das negociações para a junção dos negócios industriais (refinarias incluídas) e postos de combustíveis entre as duas empresas ibéricas, o Ministério da Economia assume ter sido informado das negociações, recordando ainda que o Estado detém uma participação qualificada de 8,24% na estrutura acionista da Galp, detida através da Parpública – Participações Públicas.