O presidente do Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, a começar esta terça-feira, na sequência do descarrilamento dos comboios que provocaram pelo menos 40 mortos e mais de 150 feridos, sendo que 41 pessoas continuam internadas (12 delas em unidades de cuidados intensivos). Em conferência de imprensa no local do acidente, Pedro Sánchez manifestou solidariedade para com as vítimas e respetivos familiares, destacou a atuação coordenada das equipas de emergência e prometeu total transparência no apuramento das causas da tragédia.

“O nosso pensamento está com as vítimas e os seus familiares, a quem enviamos a nossa solidariedade e o abraço de toda a sociedade espanhola”, afirmou Pedro Sánchez, ao lado do presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, desejando também “uma rápida recuperação” aos feridos.

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Sánchez destacou a rápida resposta à tragédia, afirmando que “desde o momento em que se deu este acidente, o Estado atuou como tinha de atuar: unido, coordenado e com lealdade”. Agradeceu o trabalho de todas as pessoas mobilizadas, de diferentes administrações, referindo que houve “unidade na tragédia” e uma resposta articulada no terreno.

Questionado sobre as causas do descarrilamento, o presidente do Governo recusou avançar qualquer hipótese, assegurando que “o tempo e o trabalho dos técnicos darão a resposta”. “Vamos chegar à verdade e, com total transparência, e depois informaremos os cidadãos”, disse, garantindo que o Governo não irá esconder as conclusões nem acelerar julgamentos.

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Durante a conferência de imprensa, Pedro Sánchez anunciou, ainda, três dias de luto oficial em Espanha, com início à meia-noite desta terça-feira, como sinal de respeito e memória pelas vítimas.

Sánchez deixou também um aviso sobre a circulação de informações não confirmadas nas redes sociais, apelando à confiança dos meios de comunicação oficiais. “A desinformação também se estende, gera muita angústia e muito sofrimento”, alertou, defendendo que apenas a informação validada pelas autoridades deve ser seguida.