A Toyota tem no C-HR um dos seus modelos mais populares, figurando entre os mais vendidos na Europa, logo atrás do Corolla e do Yaris. Agora, aproveitou o cada vez mais importante Salão Automóvel de Bruxelas, que ganhou peso no mercado após o fim do seu congénere em Genebra, para apresentar aos clientes do Velho Continente o seu novo C-HR+. A denominação do novo modelo diz tudo, pois se por um lado se assume como um C-HR, ou seja, um crossover coupé com linhas arrojadas, por outro é mais comprido, mais largo, mais alto e com maior distância entre eixos, como o símbolo “+” parece indicar.

Não há nada em comum entre o C-HR e o C-HR+, à excepção da forma de crossover coupé. O novo modelo, além de dimensões mais generosas, exibe uma frente e traseira distintas e mais atraentes, com a maior distância entre eixos a torná-lo mais esguio e elegante. Com 4,52 m de comprimento, o C-HR+ usufrui de mais 15,8 cm do que o C-HR, mais 3,8 cm na largura, mais 3,7 cm na altura e mais 11 cm na distância entre eixos, que sentimos sobretudo quando sentados no banco traseiro, onde o espaço para as pernas é substancialmente maior. O maior comprimento assegura igualmente mais espaço para a mala, que aumenta para 416 em vez de 388 litros, valores que são limitados pelo estilo coupé da traseira.

6 fotos

Mas é provável que a principal diferença entre o tradicional C-HR e o novo C-HR+ resida na motorização, pois o primeiro recorre a mecânicas full hybrid com potências entre 140 e 197 cv e híbridas plug-in com 223 cv, em versões com duas e quatro rodas motrizes. Já o C-HR+ assume-se como um modelo 100% eléctrico, disponibilizando versões com apenas tracção à frente e, em alternativa, com um motor em cada eixo para assegurar tracção integral (AWD).

A versão do C-HR+ mais acessível é a Exclusive FWD e monta um motor à frente com 167 cv, alimentado pela bateria mais pequena, com 57,7 kWh de capacidade bruta, que por sua vez é capaz de proporcionar uma autonomia de 456 km. Também com tracção à frente, mas equipado com a bateria maior, surge o C-HR+ Premium FWD com um motor com 224 cv, que o leva até aos 100 km/h em 7,4 segundos, para depois estar limitado a 160 km/h. Esta unidade motriz é alimentada por uma bateria com 77 kWh de capacidade total e 72 kWh úteis, que aceita carregamentos a 150 kW em corrente contínua (DC) e a 22 kW em corrente alternada (AC). Esta versão do novo Toyota anuncia 607 km de autonomia em WLTP, o que é um valor muito para a capacidade da bateria e para o tipo de veículos em questão, apontando para um consumo médio de aproximadamente 12 kWh/100 km, apesar de anunciar oficialmente 13,8 kWh/100 km segundo o ciclo WLTP.

A versão mais possante é o C-HR+ Lounge AWD com dois motores, um à frente com 224 cv e outro atrás com 121 cv, que uma vez modulados fornecem 343 cv a quem vai ao volante, potência que permite superar os 100 km/h em 5,2 segundos, com a velocidade permitida a aumentar para 180 km/h. A bateria ao serviço desta versão AWD mantém os 77 kWh de capacidade bruta, bem como a potência máxima de carregamentos, mas a autonomia baixa para 475 km.

3 fotos

O Toyota C-HR+ vai chegar à Europa (e a Portugal) durante os primeiros três meses do 2026, não tendo ainda sido anunciadas as versões que vão estar disponíveis no arranque da comercialização. Os preços, esses, só serão anunciados mais próximo da comercialização deste que promete passar a ser o eléctrico mais vendido do construtor nipónico.