António José Seguro espera que a larga vantagem que vai levando nas sondagens não produza um efeito de desmobilização. “Estou preocupado. As sondagens não elegem Presidentes”, afirmou o socialista, à margem de uma visita ao Centro Paroquial dos Soutos, em Leiria.
“As sondagens dão-me 60%, 70%, e há muitas pessoas que me dizem isto está ganho. Não está ganho. As sondagens não elegem Presidentes. Quem elege Presidentes são os portugueses. Preciso do voto de cada um para ter uma legitimidade eleitoral com mais força para fazer aquilo que quero: exigir ao Governo resultados”, reforçou o candidato.
Em resposta aos jornalistas, o socialista carregou na dramatização: “Nada está ganho. Nada está garantido. Para garantirmos este nosso chão comum, que nos permite sermos livres, podermos optar de acordo com as nossas liberdades, é essencial que haja uma votação maciça na minha candidatura. Quanto mais votos tiver, mais legitimidade política terei.”
Ao lado de Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, António José Seguro insistiu ideia de que não é “um candidato partidário” e que será um Presidente “independente”, agradecendo, desde logo, os vários apoios que têm recebido ao longo dos últimos dias de figuras fora do universo socialista.
O socialista voltou ainda a reagir as críticas de André Ventura sobre ter recusado fazer mais do que um debate. “Eu já me ri. E continuo a fazê-lo. Na terça-feira teremos oportunidade de trocar ideias.”
À margem da visita ao Centro Social Paroquial dos Soutos, Seguro aproveitou a natureza desta ação de campanha para falar sobre a necessidade de haver uma maior reforço do setor Social e uma articulação mais eficiente com o setor da Saúde.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR