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O porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln chegou ao Médio Oriente esta segunda-feira, após vários dias de viagem e o Irão não deixou o passo militar dos EUA sem resposta. Este domingo, na praça Praça Enghelab (Praça da Revolução), no centro de Teerão, as autoridades iranianas revelaram um mural gigante com uma mensagem clara para a administração Trump: um ataque terá resposta.
O painel simula a destruição de vários caças, estacionados num porta-aviões. O navio de guerra, pintado de azul, une-se a um mar de listas ensanguentadas, numa alusão à bandeira norte-americana, cujos estados são simbolizados pelas chamas das explosões que destruíram as aeronaves militares. A rematar, uma promessa de retaliação: “Quem semeia ventos, colhe tempestades”, lê-se em inglês e em persa, a língua oficial do Irão.
A revelação surge num contexto de tensão entre Washington e Teerão, após os protestos contra o regime iraniano que causaram milhares de mortes e muitas denúncias de execuções de manifestantes. O Presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu e ordenou ao Irão que parasse as execuções, garantindo que os EUA não se opõem ao uso de força militar para derrubar Ali Khamenei. A Casa Branca ordenou ainda o destacamento do porta-aviões Abraham Lincoln, equipado com sistemas de mísseis de defesa anti-aérea, para o Médio Oriente.
Numa das várias declarações sobre o tema, o Presidente dos Estados Unidos salientou que uma intervenção no Irão, caso o país executasse os manifestantes, seria fácil e faria o ataque à central nuclear iraniana de junho parecer uma “brincadeira de crianças” (“like peanuts”, em inglês).
Donald Trump reforça que Irão deve “parar programa nuclear” e ameaça repetir ataque de junho
Este sábado, por sua vez, um alto representante militar iraniano disse à Reuters que o Irão vai lidar com qualquer ataque dos EUA como “uma guerra aberta contra” o país.
“Esse reforço militar — esperamos que não seja destinado realmente para uma confrontação— mas as nossas forças armadas estão preparadas para o pior cenário. É por isso que está tudo em alerta máximo no Irã”, garantiu, deixando um aviso claro: “Se os americanos violarem a soberania e a integridade territorial do Irão, nós responderemos.”
Esta segunda-feira, segundo o The New York Times, o líder supremo do regime de Teerão deu ordens explícitas às forças de segurança para que “esmagassem” as manifestações “usando quaisquer meios necessários“.
???????????????? “If you sow the wind, you will reap the whirlwind”: billboards appear in Tehran depicting an attack on a U.S. aircraft carrier pic.twitter.com/PIp7RdNX7h
— DD Geopolitics (@DD_Geopolitics) January 25, 2026
Os números de mortos deste o início das manifestações, no final de 2025, varia consoante as fontes. Na última sexta-feira, ativistas denunciaram que mais de 5.000 pessoas já morreram devido à repressão governamental. No domingo, a revista norte-americana Time avança, citando altos funcionários do Ministério da Saúde do Irão, contou que “pelo menos 30.000 pessoas” foram mortas em apenas dois dias — 8 e 9 de janeiro.
*Texto editado por Cátia Andrea Costa