O número de vítimas mortais na sequência do acidente ferroviário de Adamuz, em Espanha, subiu, esta sexta-feira, para 46, após a morte de uma mulher que estava internada em estado grave nos cuidados intensivos do Hospital Reina Sofía, em Córdoba. A informação, divulgada pelo El País, foi confirmada por fonte oficial do Governo andaluz.

A vítima, Patricia, era natural da província de Huelva e estava na carruagem 2 do comboio da Renfe que colidiu com o comboio da Irya que descarrilou. Regressava a casa depois de ter ido a Madrid para realizar um exame de acesso à função pública, no âmbito de um concurso para trabalhar em penitenciárias, noticiou o ABC Espanhol.

De acordo com o Serviço Andaluz de Saúde, continuam internadas 16 pessoas que ficaram feridas no acidente do total de 126 que receberam assistência médica nas primeiras horas após a colisão. Dessas, 15 são adultos e uma é uma criança. Duas pessoas estão em estado crítico, internadas em unidades de cuidados intensivos de dois hospitais diferentes da região de Andaluzia.

O acidente ocorreu no domingo, dia 18 de janeiro, por volta das 19h45 locais (18h45 em Lisboa) na localidade de Adamuz, na província de Córdova, no sul de Espanha, envolvendo dois comboios de alta velocidade. Um comboio da empresa privada Iryo, procedente de Málaga e com destino a Madrid, descarrilou e as três últimas carruagens invadiram a via contrária, por onde passou, 20 segundos depois, outro comboio de alta velocidade, um Alvia, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva. As duas primeiras carruagens do Alvia foram projetadas para fora dos carris depois do choque com os vagões do Iryo descarrilados.

Fissura num carril foi provável causa de descarrilamento em Adamuz, diz relatório preliminar da Comissão de Investigação

De acordo com os relatórios preliminares, uma fissura num carril poderá ter provocado o acidente. Esta hipótese não é uma conclusão e terá agora ser corroborada por análises e cálculos detalhados. No entanto, os investigadores encontraram mossas nas rodas do lado direito das carruagens 2, 3, 4 e 5 do comboio Iryo, que correspondem a impactos na “banda de rolamento exterior do carril”, compatíveis com um choque contra a cabeça do carril num ponto onde já não havia continuidade do carril antes da zona da fratura.

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