Frank Ilett não é propriamente um nome que já seja reconhecido por si só, mas o dono do nome conseguiu que a sua imagem fosse reconhecida por todos. O adepto do Manchester United que não corta o cabelo desde a última vez em que o clube venceu cinco jogos consecutivos tornou-se um símbolo do insucesso dos red devils — e uma espécie de barómetro que permitia perceber quando é que um dos maiores cabos das tormentas da história de Old Trafford poderia ser ultrapassado.
E esta terça-feira, quase a meio de fevereiro de 2026, podia mesmo ser o dia. Depois de Manchester City, Arsenal, Fulham e Tottenham, o Manchester United tinha a possibilidade de vencer o West Ham em Londres e chegar à quinta vitória consecutiva. Ou seja, Frank Ilett tinha a possibilidade de cortar o cabelo pela primeira vez desde outubro de 2024, há quase ano e meio e quando Erik ten Hag ainda era o treinador dos red devils, altura em que decidiu começar a façanha depois de quatro partidas seguidas sem ganhar.
Frank Ilett began his no haircut challenge while Manchester United were still under Erik ten Hag – can Michael Carrick see it finish? ???? pic.twitter.com/X5qgnt5ka3
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Ora, Frank Ilett foi assunto com Erik ten Hag, foi assunto com Ruben Amorim e voltou agora a ser assunto com Michael Carrick — que não escondeu que está a par da curiosidade. “Posso dizer que sei do que se trata. Os meus filhos explicaram-me o que se passava, mas claro que nada disto entra no balneário, a nível profissional. Mas claro que compreendo o que se passa e claro que me faz sorrir, ainda que não tenha nenhum impacto”, atirou o treinador inglês, que podia então levar o Manchester United à quinta vitória consecutiva pela primeira vez desde janeiro/fevereiro de 2024, há dois anos.
Assim, em Londres, Michael Carrick apostava em Bryan Mbeumo como referência ofensiva, com Matheus Cunha, Bruno Fernandes e Amad Diallo nas costas e Kobbie Mainoo e Casemiro no meio-campo, com Diogo Dalot a ser também titular na direita da defesa. Do outro lado, num West Ham que está em zona de despromoção da Premier League mas vinha de quatro vitórias nos últimos cinco jogos, Nuno Espírito Santo tinha Mateus Fernandes no apoio a Taty Castellanos, com Jarrod Bowen e Summerville nos corredores.
Numa primeira parte sem golos, o Manchester United teve um ligeiro ascendente em relação aos hammers, mas nunca conseguiu impô-lo ao ponto de criar verdadeiras oportunidades. Summerville era o principal desequilibrador do West Ham, tendo até a primeira situação de perigo do jogo com um remate que Senne Lammens defendeu (13′), Harry Maguire assustou Mads Hermansen com um cabeceamento que passou ao lado (17′) e Amad Diallo atirou à malha lateral numa transição rápida (41′), mas as aproximações às balizas escasseavam e as equipas chegaram ao intervalo ainda muito encaixadas e a permitirem pouco ao adversário.
Soucek abre o marcador frente ao Man United ????
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Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e o Manchester United entrou na segunda parte praticamente a sofrer um golo: numa transição rápida e face à apatia defensiva dos red devils, Jarrod Bowen desequilibrou na direita e cruzou, com Tomáš Souček a aparecer ao primeiro poste a desviar para marcar (50′). A equipa de Michael Carrick não conseguiu propriamente reagir, também porque os hammers não caíram e mantiveram a pressão alta e personalizada, e o jogo foi avançando sem que o empate estivesse no horizonte.
Casemiro teve um golo anulado, tendo sido apanhado em fora de jogo após cruzamento de Kobbie Mainoo (63′), e Leny Yoro e Benjamin Sesko entraram em campo pouco depois, com o avançado a testar Mads Hermansen com um pontapé forte de fora de área (76′). Joshua Zirkzee ainda entrou e Sesko ainda reduziu nos descontos (90+6′), mas já não deu para evitar o tropeção — depois de quatro vitórias consecutivas, o Manchester United não foi além de um empate contra o West Ham. E Frank Ilett vai mesmo continuar sem cortar o cabelo.
Šeško aos 95 ????
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