É o melhor dérbi do mundo, é o encontro que todos querem jogar, assistir ou ver, é também um duelo que vai tendo vários capítulos ao longo de uma temporada. Em 2025/26, ainda a meio da época, Sporting e Benfica já se tinham encontrado duas vezes, com goleada dos leões na final da Supertaça no início de setembro e um triunfo dos encarnados na primeira volta do Campeonato na Luz a meio de outubro. Agora, começava um inédito ciclo competitivo na história de ambos com três dérbis em poucos mais de duas semanas depois de um cruzamento que colocou pela primeira vez os velhos rivais frente a frente na Champions, neste caso por uma posição nas meias-finais da competição europeia. Antes, havia um “aquecimento” na Liga.

“É sempre um grande jogo contra o nosso rival. É uma equipa de muita qualidade mas esperamos estar ao nosso melhor nível para conseguir os três pontos em casa. A preparação tem sido muito, muito boa. É o segundo jogo logo após o Europeu mas a equipa está a integrar-se bem. Principalmente o Chishkala, que chegou agora e está a perceber o que é jogar no Sporting. Creio que no dia do jogo ele vai estar preparado. Uma pausa como aquela que tivemos é um bom período para integrar novos jogadores e para recuperar outros. Infelizmente, tivemos algumas baixas também mas o Sporting montou um plantel para, jogue quem jogar, competir sempre e ser vitorioso”, destacara Alex Merlim, capitão do Sporting, que recordava também aquele que seria o primeiro dérbi do internacional russo contra o Benfica depois de regressar a Portugal.

“Desde que conseguimos unir todo o grupo, estamos a fazer um trabalho incrível, com empenho e dedicação dos jogadores. Sabemos a magnitude que este jogo tem, qualquer detalhe e qualquer centímetro vai fazer a diferença. Estou feliz por podermos competir de novo num jogo destes. Jogo da Champions? O foco está só neste encontro, que é fundamental para nós. É um jogo que pode deixar-nos com uma vantagem fantástica. Temos de procurar explorar e lutar por este jogo, que é muito importante para nós. Tenho a certeza de que, nos 40 minutos, vamos dar o nosso máximo, dar a vida porque vai ser muito gratificante conseguirmos um resultado positivo. A nossa equipa tem um espírito de competir e nada melhor do que este jogo para colocarmos em prática tudo o que estamos a aprender nesta época”, referira Cassiano Klein, sem valorizar aquele que seria também o primeiro jogo no João Rocha de Pany Varela após o regresso ao País.

O dérbi não começou da melhor forma fora do recinto, com uma incursão inesperada de cerca de 40 casuals do Benfica a gerar momentos de grande tensão e vários conflitos entre o arremesso de pirotecnia, mas na quadra tudo foi diferente, com Zicky Té a ficar de fora depois do regresso para a Taça de Portugal frente ao Elétrico num empate que acabou por premiar sobretudo o Benfica, que manteve a vantagem de seis pontos no Campeonato, ficou por cima no confronto direto e manteve a invencibilidade na competição com Pany Varela a ser a grande figura, respondendo com um bis aos dois golos iniciais de Allan Guilherme num encontro onde foi sempre muito assobiado pelos adeptos leoninos depois de ter passado para o rival.

O encontro começou com bancadas ainda a meio gás (algo que até meio da primeira parte acabaria por virar de forma radical), com duas boas oportunidades num remate de Kutchy às malhas laterais (1′) e num chapéu de Rocha desviado para canto quando seguia para a baliza (2′) mas foi depois perdendo alguma da vertigem inicial, com equipas mais calculistas e com maior vontade em não desfazer a organização defensiva do que necessidade em “partir” para criar desequilíbrios. Bruno Pinto e Diego Nunes ainda tiveram remates com perigo para defesa de Leó Gugiel e Bernardo Paçó mas o primeiro golo saiu num dos cenários de potencial vantagem que as equipas iam arriscando amiúde, com Bernardo Paçó a subir para o 5×4, a rematar para nova intervenção de Léo Gugiel mas a ver Bruno Maior assistir Allan Guilherme para o 1-0 (11′). Diogo Santos e Silvestre ainda podiam ter marcado mas a diferença mínima prolongou-se mesmo até ao intervalo.

Esperava-se mais Benfica no segundo tempo perante as dificuldades sobretudo ofensivas que a equipa foi revelando ao contrário da imagem que tem deixado esta temporada mas voltou a ser o Sporting a entrar melhor depois do descanso, com Wesley a acertar ainda no ferro (23′) antes de Allan Guilherme bisar para o 2-0, num grande trabalho individual em situação de pivô com remate puxado ao poste inferior (24′). Diogo Santos esteve perto do 3-0 após um grande pormenor de Rocha, Kutchy obrigou Bernardo Paçó a outra boa defesa mas Pany Varela conseguiu mesmo reduzir a desvantagem num remate de pé esquerdo à entrada da área que reabriu a partida (33′). O Benfica foi insistindo sem muitas oportunidades, o Sporting deixou de ter capacidade de saída e Pany Varela, no último minuto, bisou com um desvio na pequena área para o 2-2.

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