Um pontapé de baliza do guarda-redes da equipa amadora turca Istambul Yurdum Spor atingiu acidentalmente uma gaivota que sobrevoava o estádio de Zeytinburn, na Turquia, no último domingo. A bola, “disparada” por Muhammet Uyanık, atirou a ave ao chão, que caiu desmaiada de barriga para cima no relvado tinha o jogo 23 minutos.
Foi então que Gani Çatan, capitão da equipa do İstanbul Yurdum Spor, iniciou uma massagem cardíaca para tentar reanimar o animal, durante cerca de dois minutos. A manobra, chamada pelos médicos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), foi essencial para que a ave acordasse logo a seguir.
“Os olhos da gaivota começaram a mover-se, então continuei. Depois, ela recuperou um pouco mais e demos-lhe água. Havia uma equipa médica por perto. Levei-a até lá com minhas próprias mãos”, declarou Çatan à agência de notícias turca Anadolu, ao admitir que não tinha uma formação prévia de salvamento, mas “tentou a sua sorte”. Os paramédicos presentes no campo atenderam prontamente a gaivota, que teve ferimentos numa das asas e permanece em recuperação.
Ao meio de comunicação social local, o guarda-redes Uyanık lamentou o acidente. “Naquele momento, fiquei em choque. Senti-me mal. Fiquei muito chateado, isso afetou-me profundamente. Afinal, também é um ser vivo”.
O İstanbul Yurdum Spor saiu derrotado pelos adversários da Mevlanakapı Güzelhisar na final da 1ª Liga Amadora de Istambul, mas não deixou de celebrar a atitude do seu capitão. Nesta partida, “não foi a equipa que venceu“, declarou o clube na sua página de Instagram. “A humanidade, a consciência e o far-play venceram”. À Anadolu Ajansı, Çatan disse que ter ajudado a salvar uma vida “foi mais importante do que o campeonato”.
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