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A ministra do Ambiente disse esta terça-feira que será necessário fazer uma reprogramação dos investimentos previstos para o litoral devido às tempestades recentes, mas assegurou que as intervenções mais urgentes vão ser feitas ainda antes do verão.

“Eu já sinalizei ao senhor ministro da Economia que é natural que se precise de fazer uma reorganização, aquilo que se chama uma reprogramação, não é uma reprogramação grande porque a prioridade existe dentro do programa”, disse Maria da Graça Carvalho aos jornalistas durante uma visita à Praia de Faro.

De acordo com a governante, para esta época balnear só estão previstas as obras urgentes e que “são imprescindíveis para o verão”, nomeadamente a recolocação de passadiços e estruturas que foram derrubadas – para as quais o Governo irá recorrer ao Fundo Ambiental –, sendo as restantes objeto de uma candidatura mais detalhada ao Programa Sustentável 2030 e, por isso, só avançarão no próximo ano.

“[…] Temos muitas outras áreas no [Programa] Sustentável 2030 que não [se] execute tanto, ou que esteja mais atrasada ou que se possa atrasar um ano ou outro e pôr mais dinheiro no litoral […] E, portanto, não é muito difícil, é só pôr lá um pouco mais de dinheiro das outras áreas que estão dentro desse fundo, transferir mais algum dinheiro para essa área”, declarou.

Segundo Maria da Graça Carvalho, o objetivo é que as situações mais urgentes nas praias afetadas pelo mau tempo estejam resolvidas já em maio, para que as pessoas possam começar a usufruir das praias antes do arranque da época balnear.

Questionada pelos jornalistas sobre qual a verba que terá de se acrescentar à inicialmente prevista para as intervenções no litoral algarvio, que era de cerca de 20 milhões de euros, a governante acrescentou que o levantamento está a ser feito.

“Temos de fazer agora a contabilização até quarta-feira que vem [dia 11], temos de ser todos muito rápidos, temos a Câmara com a CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional], com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente], aqui a APA do Algarve, a APA nacional, toda a gente a trabalhar, é uma task force, um grupo de trabalho litoral que agora tem de trabalhar muito”, concluiu.

Em 2024, a ministra do Ambiente anunciou um investimento de 16,7 milhões de euros para a proteção do litoral algarvio, com intervenções em faixas costeiras em Loulé e Portimão, numa extensão total de oito quilómetros.

A operação maior é a que está prevista para o troço Quarteira – Garrão (Loulé), com um investimento de 14,3 milhões de euros, e que consiste na alimentação artificial daquela área, numa extensão de 6,6 quilómetros, combinando a reposição de areias com a proteção das arribas.

Esta é a zona litoral algarvia habitualmente mais afetada pela erosão costeira e onde se localiza a Praia do Forte Novo, cujo areal desaparece frequentemente no inverno, devido às tempestades, que provocam também a destruição de acessos.

Prevista está também uma intervenção no troço entre as praias do Vau e dos Três Castelos (Portimão) – numa extensão de 1,5 quilómetros e com um valor previsto de 2,4 milhões de euros –, pretende aproveitar o excesso de areia acumulada, ao longo das últimas décadas, na Praia da Rocha, para compensar a erosão verificada nas praias vizinhas.

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