Um homem perdoado pelo Presidente norte-americano após a invasão do Capitólio, em janeiro de 2021, foi condenado por um tribunal da Florida a prisão perpétua por crimes contra menores, noticiou a Associated Press.
A investigação contra Andrew Paul Johnson, de 45 anos, arrancou em julho de 2025. O norte-americano foi acusado de dois crimes de abuso sexual — de uma criança com menos de 12 anos e outra com menos de 16 anos — e um crime de transmissão eletrónica de material prejudicial a um menor. No mês passado acabou por ser condenado pelo juiz Stephen Toner a passar o resto da vida na prisão.
Uma das vítimas relatou aos investigadores norte-americanos que os abusos começaram por volta de abril de 2024. Isso significa que os crimes ocorreram vários meses antes de Andrew Paul Johnson ter sido condenado no caso sobre a invasão ao Capitólio, o que só aconteceu em agosto.
O perdão presidencial só chegou em janeiro de 2025, depois de Donald Trump regressar à Casa Branca para um segundo mandato. O perdão veio acompanhado pela possibilidade de uma indemnização, que Johnson usou para manipular uma das vítimas. Segundo um relatório do gabinete do xerife que investigou o caso, o norte-americano disse a uma das vítimas que ia inclui-la no seu testamento de modo a herdar qualquer dinheiro que lhe sobrasse. “Acredita-se que esta tática terá sido usada para impedir que [a criança] revelasse o que Andrew tinha feito”, refere o documento, citado pela AP.
Durante a investigação as autoridades também encontraram mensagens sexualmente explícitas que enviou às vítimas. “Nas mensagens Johnson tentava que as vítimas fizessem download de outra aplicação para uma conversa mais privada e encorajava as vítimas a apagar depois as mensagens”, revelou o gabinete do advogado estatal Bill Gladson.
A imprensa norte-americana tem noticiado vários casos de participantes da invasão ao Capitólio perdoados por Trump que voltaram a ser detidos. No início da semana a NBC News avançou que um homem de 28 anos foi detido por assédio a uma mulher no metro, um incidente que, segundo a vítima, não foi isolado. “Ele tem um longo histórico de aterrorizar mulheres e adolescentes. Todos nós estávamos à espera há tanto tempo — algumas pessoas desde o ensino secundário — por este momento. E estamos todos muito felizes”, afirmou.
Um dos perdoados pelo 6 de janeiro voltou a ser detido por outro crime dois dias após perdão
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