A PSP sinalizou 141 crimes nas zonas do Funchal que têm câmaras de videovigilância, no segundo semestre do ano passado, menos 28 face aos primeiros seis meses do ano, quando estes equipamentos ainda não estavam instalados, foi esta segunda-feira anunciado.
Estes dados foram revelados pelo subintendente do Comando Regional da Madeira da PSP, Dario Sanguedo, numa conferência de imprensa para fazer o balanço dos primeiros seis meses do sistema de videovigilância do Funchal, que começou a funcionar em julho do ano passado.
Em 2025, foram sinalizados um total de 310 crimes nas ruas abrangidas pelo sistema, tendo sido registada uma diminuição de 169 para 141 crimes entre o primeiro e o segundo semestre do ano (-17,6%).
Durante os primeiros seis meses do sistema, foram efetuados 79 pedidos de preservação das imagens, dos quais 14 estão em investigação e oito resultaram na identificação de suspeitos.
Em outros casos, os dados não são suficientes ou não foi possível identificar os suspeitos, existindo igualmente situações em que houve desistência da queixa ou não existiu uma denúncia formalizada.
O sistema de videovigilância do Funchal é composto por 81 câmaras, instaladas em 38 locais, todos no centro da cidade.
O subintendente realçou que a instalação destas câmaras contribuiu para o “aumento do sentimento de segurança, real e percecionado”, assim como para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, e constituiu-se como um “complemento à atividade policial”, não visando substituir o policiamento nas ruas.
Relativamente a perspetivas de futuro, admitiu um alargamento a mais arruamentos e perspetivou a integração de inteligência artificial no sistema, de forma a detetar crimes automaticamente.
O subintendente sublinhou que os objetivos da implementação da videovigilância foram cumpridos, argumentando que foi registada uma diminuição de crimes, houve um aumento do efeito dissuasor da prática criminosa e as imagens foram utilizadas para identificar suspeitos em alguns processos.