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Grupo de ativistas de direitos dos animais invade canil e resgata mais de vinte cães da raça beagle. Estrela de Baywatch entre os detidos

Este artigo tem mais de 6 meses

Grupo acusa instalação de realizar cirurgias oculares sem anestesia. Investigação estadual chegou às mesmas conclusões e retirou licença até julho. Mas centro pode continuar criação para uso interno.

Resgate de Beagles, Wisconsin
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▲A Ridglan Farms, que possui licenças federais e é acreditada pela AAALAC International, tem sido alvo de críticas há vários anos por parte de organizações de defesa dos animais

Wayne Hsiung / Facebook

▲A Ridglan Farms, que possui licenças federais e é acreditada pela AAALAC International, tem sido alvo de críticas há vários anos por parte de organizações de defesa dos animais

Wayne Hsiung / Facebook

Cerca de 100 ativistas invadiram na manhã de domingo um centro de criação de cães nos Estados Unidos, partiram janelas para entrar nas instalações e resgataram dezenas de animais usados em investigação científica — uma ação que terminou com 27 detenções, segundo o Sentinel que cita o cofundador do grupo. Segundo o movimento Direct Action Everywhere, responsável pela ação que ocorreu na Ridglan Farms, em Blue Mounds, no estado do Wisconsin, as instalações eram utilizadas para a criação de cães da raça beagle, que mais tarde seriam expostos a cirurgias realizadas sem anestesia.

Entre os detidos está Wayne Hsiung, advogado e cofundador do movimento, que justificou a ação numa publicação divulgada nas redes sociais. “Fizemos o que acreditávamos ser necessário para colocar os cães em segurança, depois de as autoridades se terem recusado a intervir.”

“Depois de décadas a tentar todos os métodos para fazer com que alguém no poder ouvisse os apelos dos filhotes, ir para a prisão é a nossa tática de último recurso”, afirmou Hsiung num comunicado, ainda na prisão.

A ação contou com a participação da atriz Alexandra Paul, de 62 anos, conhecida pela série Baywatch, que acabou por ser detida, juntamente com cerca de outros 50 ativistas.

https://www.instagram.com/p/DV6am9alLgL/?utm_source=ig_embed

“A partir de agora, estão a salvo para sempre”, escreveu Hsiung numa mensagem publicada nas redes sociais, horas após a operação. As imagens mostravam os animais já fora da instalação, num local não revelado.

A Ridglan Farms, que possui licenças federais para criação e investigação e é acreditada pela AAALAC International (Associação para Avaliação e Acreditação de Cuidados com Animais de Laboratório), tem sido alvo de críticas há vários anos por parte de organizações de defesa dos animais, que exigem o encerramento da unidade. Os beagles criados na instalação em atividade há quase 60 anos são habitualmente utilizados em testes de medicamentos, dispositivos médicos e substâncias químicas, bem como em investigação sobre doenças como o cancro e problemas cardíacos. De acordo com a Sociedade Americana Antivivisseccionista, citada pela Sentinel, a docilidade e o pequeno porte da raça tornam-na particularmente utilizada em laboratório — uma prática contestada por movimentos contra a experimentação animal.

As denúncias ganharam novo peso em janeiro, quando um juiz do condado de Dane ouviu testemunhos de ex-funcionários que relataram práticas como a remoção de glândulas oculares e o corte das cordas vocais sem anestesia, além de condições de confinamento em gaiolas de arame sem acesso ao exterior. O magistrado considerou os depoimentos credíveis o suficiente para apontar possíveis violações das leis de proteção animal e nomeou um procurador especial para investigar o caso.

Entretanto, a investigação do estado do Wisconsin concluiu que funcionários não veterinários realizaram cirurgias oculares sem anestesia, levando a Ridglan Farms a aceitar abdicar da sua licença estadual de criação até 1 de julho de 2026 — decisão que implica o fim da venda de beagles a entidades externas, mas que não impede a instalação de continuar a operar e a criar cães para investigação interna.

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