O juiz federal Richard Leon obrigou esta terça-feira a presidência norte-americana a travar a construção do salão de baile na ala leste da Casa Branca. O responsável jurídico argumentou que é necessário a autorização do Congresso e que o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, não pode ordenar obras no edifício sem receber o aval de congressistas e senadores.
“O Presidente dos Estados Unidos é o administrador da Casa Branca para as futuras gerações. Ele não é, no entanto, o dono!”, lembrou o juiz Richard Leon em resposta a uma queixa apresentada pelo Fundo Nacional para a Preservação História nos Estados Unidos.
O juiz ordenou que as obras fiquem suspensas nos próximos 14 dias. E avisou que qualquer construção que “não esteja em conformidade” com a decisão judicial “corre o risco de ser demolida”, estando também dependente do “desfecho do processo”.
Richard Leon insistiu que a presidência pode apresentar este projeto ao Congresso. “O Presidente pode, a qualquer altura, recorrer ao Congresso para ter a autorização expressa para construir um salão de baile e fazê-lo com fundos privados. De facto, o Congresso pode até decidir atribuir fundos para o salão de baile, ou, pelo menos, decidir outro tipo esquema de financiamento aceitável”, acrescentou o juiz.
Numa publicação na Truth Social, Donald Trump já contestou a decisão. O Presidente norte-americano atacou o Fundo Nacional para a Preservação História nos Estados Unidos, que acusou de ser um “grupo radical de lunáticos da esquerda”.
O Presidente norte-americano lembrou que o Salão da Baile (que está avaliado em 400 milhões de dólares, cerca de 345 milhões de euros) “está abaixo do orçamento” e a construção está mesmo “adiantada”. “Está a ser construído sem qualquer custo para o contribuinte e será o edifício mais magnífico do seu género em qualquer parte do mundo”, disse Donald Trump.