A PSP foi esta quarta-feira chamada ao Centro de Atendimento da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) no Porto devido a um “ajuntamento com cerca de 60 pessoas” causado pelo encerramento daquele serviço, confirmou a Lusa no local.
Segundo relatou à Lusa, pelas 10h40, uma das pessoas que esperava ser atendida, a porta de acesso ao edifício onde funciona aquele balcão da AIMA “continuava fechada” mais de uma hora depois da hora de abertura, o que “fez com que se juntasse uma multidão” no passeio.
“O pessoal estava tranquilo, mas sem perceber o porquê de a porta estar fechada. Só queríamos uma explicação e não havia aqui ninguém”, disse António Carú, cidadão brasileiro que veio “de propósito” de Lisboa para ser atendido naquele balcão.
Para aquele utente, “é chato porque tem custos e há sempre alguma coisa, nunca se consegue fazer tudo de uma vez”.
Também Kyrol Melnik, cidadão ucraniano, se queixou da “falta de organização” do serviço: “São muito simpáticos mas é muito difícil conseguir atendimento e depois chegamos aqui e a porta está fechada”, disse.
À Lusa, no local, a PSP explicou que foi chamada “porque havia um ajuntamento de pessoas, como eram muitas e o passeio é estreito, estavam a ocupar a via publica, foi só por isso que fomos chamados”.
“Não tivemos nenhum relato de qualquer confusão, escaramuça, ou qualquer problema”, afirmou.
Pelas 10h30 foi afixado na porta de acesso ao edifício um aviso que dava conta que, “por razões de força maior”, o serviço se encontrava encerrado.
“Para mim que sou brasileiro, está tudo bem, mas a maior parte das pessoas que está aqui não entende porque só está em português”, comento António Gadú.
Fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto confirmou à Lusa que foram chamados ao local por se terá juntado, à porta das instalações, “mais gente que o habitual”, mas “sem registo de desordem”.
“Não sabemos o que levou ao encerramento. E a informação que temos é que as instalações deverão abrir em breve”, disse a mesma fonte.
Às 11h00 já se encontravam menos de 10 pessoas no local.
A agência Lusa contactou a AIMA via email e aguarda resposta.