Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra no Médio Oriente

Esta terça-feira, horas antes do final do prazo dado por Donald Trump ao Irão e do acordo do cessar-fogo, surgiram várias condenações e avisos ao regime iraniano aos Estados Unidos da América (EUA). As autoridades do Irão rejeitaram as ameaças feitas pelo Presidente norte-americano, lembrando-lhe que pertenceram a “uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios” dos inimigos.

“O Irão não é um incidente na história, mas a própria história. Uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios daqueles que lhe desejam mal”, escreveu Mohammad Reza Aref, conselheiro do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, numa mensagem nas redes sociais.

Mohammad Reza Aref sublinhou que o Irão “não se deixará influenciar pela retórica primitiva de Trump” e afirmou que responderá “às barbaridades do inimigo” defendendo os interesses nacionais e com confiança na “força” do povo iraniano.

O conselheiro presidencial respondeu assim ao mais recente ataque de Donald Trump, que ameaçou provocar a morte de “uma civilização inteira” esta noite, se o Irão não ceder às suas exigências, bombardeando as suas infraestruturas de produção de energia.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”, escreveu Donald Trump nas redes sociais, onde vaticinava que nas horas a seguir se assistiria a “um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”.

Outra vozes do regime também deixaram ameaças. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, afirmou que “o poder da cultura, da lógica e da fé de uma nação ‘civilizada’ na justiça da sua causa prevalecerá, sem dúvida, sobre a lógica da força bruta”. “Uma nação que acredita plenamente na justiça do seu caminho mobilizará todas as suas capacidades e potencialidades para salvaguardar os seus direitos e interesses legítimos.”

Além disso, uma fonte militar iraniana informou a agência de notícias iraniana Tasmin que, “se Trump cometer um erro”, o Irão pode atacar infraestruturas petrolíferas e centrais elétricas dos países do Golfo, incluindo a petrolífera Aramco — a maior do mundo pertencente à Arábia Saudita.

“As ameaças de Trump devem-se ao seu desespero e impotência. Se Trump quiser afundar-se cada vez mais na sua loucura, preparamos um buraco negro do qual lhe será impossível sair”, avisou a mesma fonte, acrescentando: “Preparamos boas surpresas para a possível loucura de Trump”.

Na mesma lógica, uma fonte iraniana contou à Reuters que o Médio Oriente pode ficar numa situação de “escuridão total” caso os Estados Unidos ataquem as centrais energéticas iranianas esta noite. “Toda a região e a Arábia Saudita ficarão completamente às escuras”, avisou a mesma fonte, que frisou que o Qatar já foi alertado para isso. Um cenário que não se cumpriu pois cerca de uma hora do final do prazo, as duas partes acordaram num cessar-fogo mediado pelo Paquistão de duas semanas.

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