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Penálti devia ter sido repetido? Ivanovic sofreu falta na área? Golo bem anulado? Os casos do dérbi, em vídeo

Este artigo tem mais de 6 meses

Num dérbi que só teve três amarelos por protestos e atraso na reposição, João Pinheiro marcou dois penáltis, anulou um golo e teve apenas mais dois lances nas áreas num jogo em que acabou... elogiado.

João Pinheiro dirigiu mais um jogo grande do futebol nacional, que neste caso teve apenas três cartões amarelos (por protestos ou atrasos na reposição de bola)
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▲João Pinheiro dirigiu mais um jogo grande do futebol nacional, que neste caso teve apenas três cartões amarelos (por protestos ou atrasos na reposição de bola)

Gualter Fatia

▲João Pinheiro dirigiu mais um jogo grande do futebol nacional, que neste caso teve apenas três cartões amarelos (por protestos ou atrasos na reposição de bola)

Gualter Fatia

Depois de alguma especulação sobre a escolha, uma nomeação “natural” mas um contexto difícil nos últimos dias antes do dérbi. Após ter marcado presença no clássico entre Benfica e FC Porto no Campeonato, João Pinheiro voltou a ser aposta do Conselho de Arbitragem para dirigir o importante Sporting-Benfica. Todavia, e durante a semana, esteve também na partida da Liga Conferência entre Estrasburgo e Mainz, jogo a contar para a segunda mão dos quartos de final que não deixou propriamente saudades às duas equipas.

Rafa foi a taluda de quem percebeu tarde que tinha de ir a jogo (a crónica do Sporting-Benfica)

Durante a partida, num lance nos 20 minutos iniciais em que o defesa Dominik Kohr atingiu o internacional português Diego Moreira de forma violenta, Gary O’Neill, técnico dos franceses, não poupou palavras contra a decisão de João Pinheiro. “É uma loucura! É uma loucura! Deveria ser preso. É mau. É uma cotovelada, é com o cotovelo”, foi criticando o treinador da formação da casa para o quarto árbitro, em imagens que viriam depois a ser captadas pelo Canal +. Já no final, após o triunfo por 4-0 que apurou o Estrasburgo para as meias-finais, o encontro ficou também marcado por uma confusão a envolver vários jogadores depois de um jogador dos gauleses ter colocado uma camisola na bandeirola e celebrado junto dos adeptos visitantes.

O encontro no Stade de La Meinau não foi fácil, o dérbi em Alvalade não se adivinhava melhor. No entanto, e ao contrário do que tem acontecido nos jogos grandes, o apito final chegou sem críticas por parte de Rui Borges, do Sporting, e até com elogios de José Mourinho, do Benfica. E com algo que contrariou a “lógica”: os casos que foram surgindo foram apenas decisões técnicas nas áreas sem nada no plano disciplinar.

[Ouça aqui a análise do ex-árbitro Pedro Henriques no Sem Falta da Rádio Observador]

SCP X SLB. “VAR e árbitro estiveram bem nos penáltis”

A primeira parte ficou marcada pelas duas grandes penalidades. Na primeira, com “apoio” do VAR, o pisão de Aursnes a Francisco Trincão na área foi visto como uma falta mas, na conversão, Luis Suárez acabou por permitir a defesa a Trubin. Ainda houve um pequeno compasso de espera perante a possibilidade de haver uma repetição do castigo máximo pela posição de Schjelderup já dentro da área na altura da marcação, até por ter sido o jogador norueguês a afastar a bola da área, mas o facto de não haver qualquer jogador dos leões por perto para fazer a recarga fez com que João Pinheiro mandasse seguir. Mais tarde, na sequência de um canto, Morita tocou a bola com o braço depois de um cabeceamento de Otamendi e o árbitro assinalou de pronto falta para penálti, com o japonês a dizer (sem efeito) que tinha sido empurrado por Tomás Araújo.

[Clique nas imagens para ver os casos do dérbi em vídeo]

Até ao intervalo, haveria ainda um lance que motivou críticas por parte do banco do Benfica em que Ivanovic discutiu uma bola na área com Eduardo Quaresma e caiu após pisar o pé do defesa. João Pinheiro voltou a mandar seguir. O dérbi, que teria apenas três amarelos ou por protestos (Hjulmand e Rui Silva) ou por atraso na reposição de bola (Trubin), voltaria apenas a “aquecer” em termos de arbitragem nos minutos finais, com o golo anulado a Rafael Nel aos 90+1′ por decisão do árbitro assistente confirmada pelo VAR e com o lance em que Rafa marcou o 2-1 no terceiro minuto de descontos apesar do empurrão de Vagiannidis.

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