Donald Trump apoia a ideia de que a autoridade migratória americana precisa de uma sigla mais “simpática”. O Presidente endossou publicamente a proposta de mudar o nome do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para Serviço Nacional de Imigração e Alfândega. Na prática, a agência passaria a chamar-se NICE (simpático, em inglês).
A ideia, classificada por Trump como “ÓTIMA!!!” na sua rede Truth Social, nasceu numa publicação da influencer conservadora Alyssa Marie, que declarou explicitamente o objetivo da manobra: “Quero que os media tenham de falar de agentes da NICE [simpáticos] o dia todo”, escreveu Marie em março.
O entusiasmo com o novo nome já chegou aos canais oficiais da administração, com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a partilhar a notícia, enquanto influencers como Nick Sortor pressionam o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, para concretizar a mudança.
President Trump endorses the idea of changing ICE to NICE
— Karoline Leavitt (@PressSec) April 27, 2026
A conta oficial da Casa Branca no X também se juntou ao coro de reações, partilhando a proposta.
ICE ➡️ NICE AGENTS.
'National Immigration and Customs Enforcement.' DO IT! pic.twitter.com/ILwl6gVx6j
— The White House (@WhiteHouse) April 27, 2026
Por enquanto, porém, a intenção de Trump não saiu das exclamações da Truth, nem existe qualquer confirmação oficial de que o batismo venha mesmo a acontecer.
Mudar o nome de uma agência federal exige, por norma, a aprovação do Congresso para alterar a legislação que a criou, escreve o The Hill. Ainda assim, a administração já mostrou disposição para ignorar formalidades: no passado, o Governo Trump tentou rebatizar o Departamento de Defesa como “Departamento de Guerra” sem passar pelo Capitólio.
Trump muda nome do Departamento de Defesa para “Departamento de Guerra”
As mortes de Renee Good e Alex Pretti, às mãos de agentes do ICE no Minnesota, transformaram-se num rastilho para manifestações nacionais. O incidente, ocorrido no início do ano, levou a oposição democrata a intensificar as críticas e a exigir maior escrutínio sobre a atuação dos agentes.
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