O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa participa na quarta-feira nas comemorações do 52.º aniversário do PSD, na primeira iniciativa partidária desde que deixou Belém, e na qual também estará Luís Montenegro.
Nas redes sociais do PSD, a iniciativa, marcada para as 18h00 na Fábrica dos Unicórnios, é anunciada como uma homenagem à militante número 2 dos sociais-democratas, Conceição Monteiro.
“É já esta quarta-feira, dia 6 de maio, que vamos celebrar o 52.° aniversário do nosso PSD. Homenagem a Conceição Monteiro, militante número 2, com a presença do professor Marcelo Rebelo de Sousa e de Luís Montenegro, presidente do PSD”, refere o partido.
Em Bruxelas, a 27 de fevereiro, o antigo chefe de Estado afirmou que iria reatar a sua militância no PSD, que suspendeu quando tomou posse em 2016, frisando, no entanto, que não iria expressar qualquer posição política ou fazer intervenções partidárias.
O Presidente da República ressalvou que “pode-se ser de um partido, ter ideias, mas não andar a exprimir politicamente o que quer que seja”.
“É isso que eu entendo que devo fazer como antigo Presidente da República”, salientou, afirmando que vê “com alguma dificuldade que se queira acabar a vida política e depois se vá reuniões partidárias e intervenções partidárias”.
No dia em que tomou posse como Presidente da República, em 9 de março de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa decidiu suspender a militância do PSD, partido que fundou em 1974.
No verão passado, o então Presidente da República esteve presencialmente na Universidade de Verão do PSD, uma iniciativa de formação de jovens quadros, depois de estar prevista a sua participação apenas por videoconferência.
“Esta vinda cá é a última porque eu tenciono depois afastar-me da politica totalmente. Quem foi Presidente da República não pode andar a opinar sobre primeiros-ministros, governos e líderes da oposição”, considerou.
Em 9 de março passado, dia da posse do seu sucessor António José Seguro no cargo de Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu aos jornalistas e recusou-se a prestar declarações, afirmando ter entrado no prometido “deserto eterno”.
Desde que deixou funções, Marcelo Rebelo de Sousa tem feito intervenções em escolas básicas e secundárias sobre educação e tem previsto um ciclo em bibliotecas escolares.
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