A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) instaurou um processo contraordenacional após desacatos no Casa Pia-Tondela, jogo marcado pela expulsão de seis ‘casapianos’ e pela saída do árbitro sob escolta policial.

Em comunicado, a APCVD revelou esta segunda-feira que o processo visa apurar o cumprimento de deveres e eventuais responsabilidades do promotor do espetáculo desportivo, na sequência dos incidentes registados após o encontro da 32.ª jornada da I Liga de futebol, disputado no Estádio Municipal de Rio Maior.

A partida, que terminou com a vitória do Tondela por 1-0, ficou marcada por elevada tensão, obrigando o árbitro André Narciso a recolher aos balneários debaixo de muitas críticas e sob escolta policial.

Elementos do staff e dirigentes do Casa Pia tentaram aproximar-se do juiz da partida já no final do jogo, revoltados com as decisões disciplinares e com a grande penalidade que decidiu o jogo.

No total, o Casa Pia registou seis expulsões: Cassiano e Jérémy Livolant viram o cartão vermelho durante o tempo regulamentar, enquanto o treinador Álvaro Pacheco, o adjunto Pedro Valdemar, o CEO da SAD Tiago Lopes e a diretora de comunicação Catalina Ramírez foram expulsos já após o termo do jogo por protestos.

A APCVD anunciou também que vai remeter ao Ministério Público informação sobre os incidentes ocorridos no encontro entre o Soarense SC e o GD Sete Fontes, da Associação de Futebol de Braga.

Em causa, estarão alegadas agressões entre adeptos e jogadores, tratando-se de matéria de natureza criminal, cuja investigação compete às autoridades judiciárias.

Paralelamente, o organismo instaurou um processo contraordenacional relativo ao jogo entre o Sertanense FC e o CD Alcains, do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Castelo Branco, devido a alegados insultos de teor racista dirigidos a um jogador visitante.

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